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Sobre o blog

Alimentar-se representa muito mais que apenas ingerir carboidratos, lipídios, proteinas, vitaminas e minerais. Significa relação social, afinal as pessoas comemoram, prazer, indulgencia etc. Neste Blog temos por objetivo discutir todas as faces dos nutrientes e como podemos estabelecer uma ingestão alimentar saudável sem abrir mão do prazer. Com isso pretendemos propor a você pequenas mudanças que farão diferenças importantes na sua vida, venha conosco.

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06/09/2012

Aspectos nutricionais na caquexia do câncer

A caquexia é uma síndrome metabólica complexa, relacionada à perda de massa muscular associada ou não à perda de gordura. Ela é responsável por pelo menos 22% das mortes associadas ao câncer e pode ser crucial na sobrevida do portador dessa doença.

A caquexia está associada à perda de peso no indivíduo adulto (pelo menos 5%) ou de déficit de crescimento na criança. Ao se pensar no manejo nutricional da caquexia do câncer, além da perda de massa muscular, deve-se lembrar também que a resistência à insulina, a inflamação, e a anorexia estão associadas a esse quadro.

Assim, o manejo nutricional da caquexia torna-se fundamental para o tratamento do quadro. Primeiramente, deve-se adequar a ingestão nutricional para reduzir a anorexia. Mas isso só não é o suficiente. Mesmo a associação de fórmulas administradas por nutrição parenteral total não parecem mitigar os efeitos caquéticos.  Esses são os aportes nutricionais. Além disso, nutracêuticos podem ser utilizados com resultados interessantes, além dos medicamentos.

Exemplo é o ácido graxo ômega 3 EPA que, em alguns tipos de câncer, previne a perda de peso e melhora a qualidade de vida. Alguns aminoácidos como leucina, arginina e BCAA, além de aminas como carnitina e creatina, têm sido estudados em modelos experimentais para se avaliar seus efeitos sobre a perda de massa magra associada ao câncer.

Os mecanismos onde esses nutracêuticos podem agir são: redução da inflamação através da menor expressão de citocinas pró-inflamatórias, diminuição dos processos de degradação proteica, aumento da síntese de proteínas, etc. A melhor conduta para caquexia seria associar os nutracêuticos à dietoterapia e aos medicamentos. O uso da grelina, um hormônio orexígeno (estimulador do apetite e um novo ligante endógeno para o receptor secretagogo de GH) tem sido promissor no aumento do apetite e ingestão alimentar, e também parece melhorar a função cardíaca. Inibidores parciais de miostatina, que é um indutor de proteólise muscular, como a glutamina, podem também apresentar algum benefício.

Porém, faltam dados mais sólidos sobre os efeitos desses tratamentos associados, já que os estudos sobre mecanismos moleculares de caquexia ainda estão começando, e podem no futuro apresentar boas respostas ao problema e às melhores formas de tratamento.

Para saber mais:

Argiles, JM et al. Mechanisms and treatment of cachexia. Nutrition, metabolism and cardiovascular diseases (2012), doi: 10.106/j.numecd.2012.04.011

Duval PA et al. Caquexia em pacientes oncológicos internados em um programa de internação domiciliar interdisciplinar. Revista Brasileira de Cancerologia 2010; 56(2):207-212

Por Patrícia L. C. Ferraz às 22h34

03/09/2012

Atividade física voluntária e involuntária, a chave para emagrecer e ganhar saúde.

      

            Para aumentar o gasto calórico diário e aprimorar as capacidades físicas podemos falar em dois níveis de mudança em nossas rotinas.

 

            Primeiro nível: aumento das atividades físicas involuntárias. Mudanças de hábitos relacionados ao nosso dia a dia que farão o gasto calórico aumentar e algumas capacidades físicas (capacidade aeróbica e força) se aprimorarem.

Aqui vão alguns exemplos simples e de fácil execução:

·         Não usar o controle remoto ao assistir a televisão, mas sim levantar do sofá toda vez que for trocar de canais.

·         Deslocamentos curtos de no máximo dez quarteirões (1000 metros) devem ser feitos a pé. Ir à padaria, supermercado, feira, banca de jornal ou até mesmo ao trabalho pode ser uma ótima oportunidade de se queimar calorias.

·         Ao usar ônibus, trem ou metro, descer uma estação ou ponto antes e fazer o resto do trajeto a pé.

·         Em prédios, para subir um andar ou descer dois, usar a escada.

           

            Segundo nível: aumento das atividades físicas voluntárias. Aqui, o foco é o aprimoramento das capacidades físicas com a prática de exercícios sistematizados e regulares. Neste nível precisamos mudar a nossa rotina de forma mais profunda para fazer do treinamento um hábito prazeroso.

Aqui vão algumas dicas para este nível:

·         Procure praticar esportes que lhe agradem, independentemente de queimar menos calorias do que outros.

·         O ambiente é muito importante. Escolha um lugar que seja adequado (academias, clubes e parques) e que possuam profissionais que possam oferecer suporte técnico. Principalmente no começo desta nova rotina.

·         A caminhada pode ser uma grande aliada nessa etapa.

·         Consultar-se com um médico para saber se está apto a praticar exercícios é um item obrigatório.

Mude hoje mesmo a sua rotina, só depende de você.

 

Abraços e bons treinos                            

Rodrigo Ferraz

Por Rodrigo Ferraz às 23h08

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Sobre os autores

Ana Carolina Garcia

Graduação em Nutrição - USP, especialista em Nutrição Aplicada ao Exercício Físico pela Escola de EEFE - USP e especialista em Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo IMeN. Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Antonio Herbert Lancha Jr.

Graduação em Educação Física – USP Especialização em Fisiologia do Exercício – UNESP Mestrado e Doutorado em Nutrição Experimental – USP Pós- Doutorado em Medicina Interna – Washington University Professor Titular de Nutrição Aplicada à Atividade Física – USP Coordenador do Grupo de Nutrição do Vita Diretor da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Camila Freitas

Graduação em Nutrição - USP

Pós-Graduação em Gastronomia

Responsável pela área de nutrição das academias Reebok (SP)

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Carla di Pierro

Graduação em Psicologia - PUC SP

Especialização em Psicologia do Esporte - Instituto Sedes Sapientiae

Especialização em Clínica Analítico Comportamental - Núcleo Paradigma

Aprimoramento em Terapia Comportamental Cognitiva - Amban HCFMUSP

Psicóloga da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Desire F. Coelho

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Esporte - USP

Mestrado em Educação Física - USP

Doutoranda pelo Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Aprimorando em Transtorno Alimentar pelo AMBULIM HC-FMUSP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luciana O. P. Lancha

Graduação em Nutrição e Esporte – USP Mestrado em Bioquímica – UNICAMP Doutorado em Ciências Biomédicas - USP Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luiz Augusto Riani Costa

Graduação em Medicina – UNICAMP

Pós-graduação em Medicina Esportiva e Fisiologia do Exercício – USP

Doutorando em Fisiopatologia – EEFE/HCFMUSP

Diretor Clínico do setor de Cardiologia dos Laboratórios

Diagnósticos da América (DASA)

Fisiologista do Vita

Médico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Marco D. Leme

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Eng. de Alimentos - Instituto Mauá de Tecnologia

Nutricionista do Grupo de DOR - IOT HCFMUSP e da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Patrícia Campos-Ferraz

Graduação em Nutrição – USP

Mestrado em Ciências dos Alimentos – USP

Doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela UNICAMP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Renata C. Sardinha

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo. Nutricionista do Bio Menu Congelados Saudáveis


Rodrigo Ferraz

Graduação em Educação Física - USP

Especialização em Treinamento Desportivo - UNIFESP/EPM

Especialista em Prevenção de Lesão e Treinamento em Pacientes Oncológicos

Preparador Físico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida