Alimentar-se representa muito mais que apenas ingerir carboidratos, lipídios, proteinas, vitaminas e minerais. Significa relação social, afinal as pessoas comemoram, prazer, indulgencia etc. Neste Blog temos por objetivo discutir todas as faces dos nutrientes e como podemos estabelecer uma ingestão alimentar saudável sem abrir mão do prazer. Com isso pretendemos propor a você pequenas mudanças que farão diferenças importantes na sua vida, venha conosco.
Em recente publicação (Protein turnover, amino acid requirements and recommendations for athletes and active populations JR Poortmans, A Carpentier, LO Pereira-Lancha, A Lancha Jr Brazilian Journal of Medical and Biological Research) levantamos os pontos relevantes relacionando o consumo de proteína e sua aplicação no desempenho e ganho de massa muscular. Neste artigo demonstramos que a ingestão de proteína para o ganho de massa muscular, por exemplo, segue uma distribuição normal onde na ordenada temos a eficiência da proteína para a síntese proteica e na abscissa a quantidade de proteína ingerida em gramas por kg de peso corporal (veja abaixo). Assim olhando para esta curva teremos a seguinte informação: a ingestão eficiente para este ganho é de 2g/kg de peso por dia. Ao ultrapassarmos essa quantidade teremos efeitos semelhantes ao baixo consumo de proteína. A população brasileira, graças ao consumo da mistura arroz e feijão, possui a ingestão proteica per capita bem elevada. Com isso se quisermos utilizar algum consumo adicional de proteína devemos lembrar que a ingestão maior que 2 g/kg de peso por dia trará mais prejuízo que benéfico para o ganho de massa muscular. O efeito dessa ingestão elevada foi demonstrado em 2006, quando submetemos um grupo de indivíduos a um programa de treinamento de força seguido de duas faixas de ingestão proteica, 2 e 4 gramas de proteína por kg de peso por dia. Ao final de oito semanas encontramos elevação das concentrações plasmáticas de cortisol no grupo de ingestão de 4 gramas comparado ao grupo 2 g/kg/dia. Assim se o objetivo é recuperar mais rápido do exercício e ganhar massa muscular a ingestão proteica pode ajudar desde que seja contemplada a quantidade de 2 gramas por kg de peso por dia.
Para maiores informações leia mais em:
Protein turnover, amino acid requirements and recommendations for athletes and active populations JR Poortmans, A Carpentier, LO Pereira-Lancha, A Lancha Jr Brazilian Journal of Medical and Biological Research.(Patrícia Veiga de OliveiraI; Luciana BaptistaII; Fernando MoreiraII; Antônio Herbert Lancha JuniorI. Correlação entre a suplementação de proteína e carboidrato e variáveis antropométricas e de força em indivíduos submetidos a um programa de treinamento com pesos. Rev Bras Med Esporte, Fev 12(1), 2006.
Por Antonio Herbert Lancha Jr. às 13h30
Uma boa noite de descanso tem um peso enorme no cotidiano, pois um sono de qualidade ruim pode afetar o trabalho, a concentração e a habilidade de interação com as outras pessoas. Durante o descanso o organismo e a mente se regeneram, permitindo que você se sinta revigorado e alerta na manhã seguinte.
Todos nós desejamos ter uma boa noite de sono, mas a grande maioria nunca parou para refletir que a as escolhas alimentares perto deste horário podem influenciar fortemente neste bom descanso.
Como por exemplo, os alimentos e bebidas que contenham cafeína, como: chá preto, chá mate, café, e refrigerantes à base de cola como coca-cola, pepsi cola, guaraná e outros. São estes inimigos de uma boa noite de sono, isto ocorre devido ao fato da cafeína ser um poderoso estimulante, que mantém a sua mente alerta e pode vir atrapalhar o repouso tranquilo.

Também há aqueles alimentos que necessitam de um maior tempo de digestão como as carnes vermelhas, alimentos ricos em gordura e frituras, levando a uma digestão mais difícil e lenta, fator que prejudica o sono.
Evitar exageros e comer um volume muito grande de alimentos também prejudica a qualidade do sono. À noite nosso metabolismo se desacelera e o corpo como um todo. Daí que os excessos à mesa fatalmente vão resultar em um tremendo desconforto abdominal, capaz de literalmente tirar o sono de qualquer um.
Muito importante também é evitar líquidos em excesso no período noturno, que nos obrigará a levantar e ir ao banheiro, o que resulta na interrupção do seu sono. Devemos nos habituar a ingerir líquidos ao longo do dia para não apresentar uma sede excessiva durante o período noturno.
Pequenas mudanças como essas poderão auxiliar um descanso de melhor qualidade, trazendo mais equilíbrio e disposição ao seu dia.
Escrito por Renata Sardinha
Referências:
NUNES, Magda Lahorgue; CAVALCANTE, Verônica. Avaliação clínica e manejo da insônia em pacientes pediátricos. J. Pediatr. (Rio J.), Porto Alegre, v. 81, n. 4, Aug. 2005 . Available from . access on 13 Aug. 2012.
Birketvedt GS, Florholmen J, Sundsfjord J, Osterud B, Dinges D, Bilker W, et al. Behavioral and neuroendocrine characteristics of the night-eating syndrome.
JAMA 1999; 282:657-63.
Birketvedt GS, Sundsfjord J, Florholmen JR. Hypothalamic- pituitary-adrenal axis in the night eating syndrome. Am J Physiol Endocrinol Metab 2002; 282:E366-
Cole KJ, Costill DL, Starling RD, Goodpaster BH, Trappe SW, Fink WJ - Effects of caffeine ingestion on perception of effort and subsequent work production. International, Journal of Sport Nutrition, v.6, n.2, p.14-23, 1996.
Por Marco D. Leme às 09h30
Ana Carolina GarciaGraduação em Nutrição - USP, especialista em Nutrição Aplicada ao Exercício Físico pela Escola de EEFE - USP e especialista em Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo IMeN. Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida
Antonio Herbert Lancha Jr.Graduação em Educação Física – USP Especialização em Fisiologia do Exercício – UNESP Mestrado e Doutorado em Nutrição Experimental – USP Pós- Doutorado em Medicina Interna – Washington University Professor Titular de Nutrição Aplicada à Atividade Física – USP Coordenador do Grupo de Nutrição do Vita Diretor da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida
Camila FreitasGraduação em Nutrição - USP
Pós-Graduação em Gastronomia
Responsável pela área de nutrição das academias Reebok (SP)
Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida
Carla di PierroGraduação em Psicologia - PUC SP
Especialização em Psicologia do Esporte - Instituto Sedes Sapientiae
Especialização em Clínica Analítico Comportamental - Núcleo Paradigma
Aprimoramento em Terapia Comportamental Cognitiva - Amban HCFMUSP
Psicóloga da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida
Desire F. CoelhoGraduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo
Graduação em Esporte - USP
Mestrado em Educação Física - USP
Doutoranda pelo Instituto de Ciências Biomédicas - USP
Aprimorando em Transtorno Alimentar pelo AMBULIM HC-FMUSP
Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida
Luciana O. P. LanchaGraduação em Nutrição e Esporte – USP Mestrado em Bioquímica – UNICAMP Doutorado em Ciências Biomédicas - USP Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida
Luiz Augusto Riani CostaGraduação em Medicina – UNICAMP
Pós-graduação em Medicina Esportiva e Fisiologia do Exercício – USP
Doutorando em Fisiopatologia – EEFE/HCFMUSP
Diretor Clínico do setor de Cardiologia dos Laboratórios
Diagnósticos da América (DASA)
Fisiologista do Vita
Médico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida
Marco D. LemeGraduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo
Graduação em Eng. de Alimentos - Instituto Mauá de Tecnologia
Nutricionista do Grupo de DOR - IOT HCFMUSP e da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida
Patrícia Campos-FerrazGraduação em Nutrição – USP
Mestrado em Ciências dos Alimentos – USP
Doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela UNICAMP
Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida
Renata C. SardinhaGraduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo. Nutricionista do Bio Menu Congelados Saudáveis
Rodrigo FerrazGraduação em Educação Física - USP
Especialização em Treinamento Desportivo - UNIFESP/EPM
Especialista em Prevenção de Lesão e Treinamento em Pacientes Oncológicos
Preparador Físico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida