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Alimentar-se representa muito mais que apenas ingerir carboidratos, lipídios, proteinas, vitaminas e minerais. Significa relação social, afinal as pessoas comemoram, prazer, indulgencia etc. Neste Blog temos por objetivo discutir todas as faces dos nutrientes e como podemos estabelecer uma ingestão alimentar saudável sem abrir mão do prazer. Com isso pretendemos propor a você pequenas mudanças que farão diferenças importantes na sua vida, venha conosco.

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20/04/2012

Benefícios da amamentação para a saúde da mulher

A grande importâcia da amamentação para a saúde do bebê é um assunto indiscutível na atualidade, devido a grande gama de estudos científicos na área que comprovam este fato. Entretanto, algo menos explorado são os benefícios da amamentação para as mães, que na atualidade vêm conquistando grande importâcia no incentivo desta prática neste grupo.

Aguns dos benefícios são:


• Retorna ao peso pré-gestacional mais precocemente, pois para amamentar o bebê é necessário uma quantia adicional de 500 a 640Kcal/dia.
• Redução do risco de depressão pós-parto.
• Menor sangramento uterino pós-parto, conseqüentemente menor risco de anemia.
• Involução uterina mais rápida, ou seja, orgão recupera seu tamanho original mais rapidamente.
• Maior proximidade entre mãe e filho.
• Evolução física pós-parto mais rápida.
• Menor incidência de doenças como câncer de mama, certos cânceres do epitélio ovariano.
• Maior espaço intergestacional (entre gestações).
• Economia, já que as fórmulas para bebês são de alto custo.

Apesar de todas estas vantagens, muitas mães abandonam a prática por desnhecimentos dos benefícios. A maior parte optam pelo desmame precoce por acreditarem erroneamente que seu leite seje fraco ou pouco; por falta de experiencia; inadequação entre as suas necessidades e as do bebê; interferências externas entre outros motivos.

Por isto existe a grande importância em conhecer-se os benefícios do aleitamento para a saúde da mãe, para poder ser mostrado à população que o aleitamento não é só uma fonte de nutrição e bem estar para o bebê, mas também um importante “remédio” natural para a saúde da mãe, onde o prazer de amamentar une-se com a satisfação de uma vida saudável sem riscos no pós-parto e no puerpério.


Referencias bibliográficas
RAMOS, Carmen V.; ALMEIDA, João A.g.. Alegações maternas para o desmame:estudo qualitativo. Jornal de Pediatria, Teresina, p. 385-390. 24 mar.2003.

Rea MF. Os benefícios da amamentação para a saúde da mulher. J Pediatr (Rio J). 2004;80(5 Supl):S142-S146.

BRASIL. Ministério da Saúde, Coordenação de Saúde da Mulher. Assistência ao planejamento familiar. 3 ed. Brasília, 1996.

LANA, A. P. B. O livro de Estímulo à Amamentação: Uma Visão Biológica, Fisiológica e Psicologia: comportamental da amamentação. São Paulo: Atheneu, 2001.

Por Marco D. Leme às 15h39

18/04/2012

Relação entre Diabetes Gestacional e o Consumo de Ferro

Durante a gestação o estado anabólico é dinâmico e constante, promovendo ajustes contínuos em relação a diversos nutrientes. O desequilíbrio das necessidades nutricionais, tanto em relação ao excesso quanto ao déficit, durante este período fisiológico pode implicar no comprometimento da saúde materno-fetal.

Acredita-se que a proporção de nutrientes destinados ao feto pode depender da composição dietética da gestante. A deficiência de micronutrientes específicos pode estar relacionada a aborto, anomalias congênitas, pré-eclâmpsia, ruptura prematura de membranas, parto prematuro e ao baixo peso neonatal.

Neste sentido, o ferro tem um papel fundamental na homeostase orgânica, pois, participa de processos celulares vitais como: transporte de oxigênio, produção de energia por meio do metabolismo oxidativo, crescimento celular mediante a síntese de ácidos nucléicos, síntese de neurotransmissores cerebrais, co-fator em reações enzimáticas e vários outros processos metabólicos. Corroborando esta idéia, diversos estudos tem demonstrado que a  deficiência de ferro pode ocasionar anemia ferropriva que, em estágios graves, pode implicar no comprometimento do crestcimento e função de diversos órgãos, incluindo o coração, músculo esquelético, o trato gastrointestinal e o cérebro, além de afetar o sistema imune e a capacidade de regulação da temperatura.

Dada sua importância, a demanda nutricional de ferro aumenta significativamente durante o período gestacional, sendo difícil alcançar a ingestão diária recomendada (Dietary Reference Intakes - DRI) apenas através da alimentação. Assim, a suplementação medicamentosa de ferro tem sido uma medida profilática empregada nesta população e preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

No entanto, a suplementação de ferro durante a gestação deve ser vista com cautela, pois o excesso de ferro parece estar associado a prejuizos para o desenvolvimento dos orgãos, em especial em bebês prematuros. Além disso, o excesso de ferro tem sido associado a um risco aumentado para o desenvolvimento do diabetes mellitus (DM), sendo este durante a gravidez denominado de DM gestacional (DMG). O termo DMG é utilizado quando se diagnostica uma diminuição da tolerância à glicose, de magnitude variável, pela primeira vez durante a gestação, podendo ou não persistir após o parto, enquanto p diabetes pré-gestacional é empregado nos casos em que o DM é diagnosticado antes da gravidez.

Alinhado à estas idéias, um grande corpo de evidência epidemiológica sugere que não só a suplementação, mas também o aumento de ferro na dieta (como o ferro heme, principalmente presente nas carne e em produtos cárneos) está associado com um risco elevado para o desenvolvimento do DM, e consequentemente do DMG.

O DMG tem sido associado a diversas alterações fetais, tais como a macrossomia fetal e malformações fetais, além de estar relacionado a elevados índices de morbimortalidade perinatal. As mulheres com DMG podem ainda apresentar complicações na gravidez, tais como pré-eclâmpsia e risco aumentado de desenvolver intolerância a glicose nas gestações subseqüentes. Por fim, as mulheres com histórico de DMG apresentam um risco aumentado de desenvolver DMII que varia de 20-50% em 10 anos após o parto.

Os mecanismos sugeridos para que o acúmulo de ferro pudesse afetar o metabolismo de glicose são vários. Dentre eles destaca-se a formação do radical hidroxila, que por sua vez pode atacar as membranas celulares afetando a síntese e secreção de insulina pelo pâncreas. Outro mecanismo proposto teria uma atuação mais periférica, pois a deposição de ferro no músculo diminuiria a captação de glicose devido à formação de danos no tecido muscular. Além disso, a insulina seria responsável por estimular a absorção do ferro celular, resultando em um ciclo vicioso, levando à resistência à insulina e ao DM.

Apesar do exposto, é inegável o aumento da demanda de ferro durante a gravidez e, considerando os efeitos deletérios da deficiência de ferro tanto para o feto quanto para a mãe, a suplementação de ferro é ainda considerada o procedimento padrão nesta população. Contudo, o crescente corpo de evidência que sugere efeitos adversos de altos níveis férricos pode comprometer o desenvolvimento fetal e aumentar o risco de desenvolvimento de DMG, ocasiona uma reflexão sobre esta prática. A literatura atual ainda não é conclusiva sobre a melhor forma de abordar o problema, entretanto, uma maior atenção às questões ligadas à suplementação de ferro e os seus níveis circulantes deve ser dada, tanto por parte dos profissionais da saúde quanto pela comunidade científica. Estudos que se dediquem a identificar os mecanismos de ação do ferro no desencadeamento da DMG, bem como a determinação da dosagem e níveis séricos adequados de ferro constituem importantes perspectivas nesta área.

 

PUBLICADO POR: ANA CAROLINA GARCIA

Por Luciana O. P. Lancha às 16h39

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Sobre os autores

Ana Carolina Garcia

Graduação em Nutrição - USP, especialista em Nutrição Aplicada ao Exercício Físico pela Escola de EEFE - USP e especialista em Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo IMeN. Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Antonio Herbert Lancha Jr.

Graduação em Educação Física – USP Especialização em Fisiologia do Exercício – UNESP Mestrado e Doutorado em Nutrição Experimental – USP Pós- Doutorado em Medicina Interna – Washington University Professor Titular de Nutrição Aplicada à Atividade Física – USP Coordenador do Grupo de Nutrição do Vita Diretor da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Camila Freitas

Graduação em Nutrição - USP

Pós-Graduação em Gastronomia

Responsável pela área de nutrição das academias Reebok (SP)

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Carla di Pierro

Graduação em Psicologia - PUC SP

Especialização em Psicologia do Esporte - Instituto Sedes Sapientiae

Especialização em Clínica Analítico Comportamental - Núcleo Paradigma

Aprimoramento em Terapia Comportamental Cognitiva - Amban HCFMUSP

Psicóloga da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Desire F. Coelho

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Esporte - USP

Mestrado em Educação Física - USP

Doutoranda pelo Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Aprimorando em Transtorno Alimentar pelo AMBULIM HC-FMUSP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luciana O. P. Lancha

Graduação em Nutrição e Esporte – USP Mestrado em Bioquímica – UNICAMP Doutorado em Ciências Biomédicas - USP Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luiz Augusto Riani Costa

Graduação em Medicina – UNICAMP

Pós-graduação em Medicina Esportiva e Fisiologia do Exercício – USP

Doutorando em Fisiopatologia – EEFE/HCFMUSP

Diretor Clínico do setor de Cardiologia dos Laboratórios

Diagnósticos da América (DASA)

Fisiologista do Vita

Médico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Marco D. Leme

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Eng. de Alimentos - Instituto Mauá de Tecnologia

Nutricionista do Grupo de DOR - IOT HCFMUSP e da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Patrícia Campos-Ferraz

Graduação em Nutrição – USP

Mestrado em Ciências dos Alimentos – USP

Doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela UNICAMP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Renata C. Sardinha

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo. Nutricionista do Bio Menu Congelados Saudáveis


Rodrigo Ferraz

Graduação em Educação Física - USP

Especialização em Treinamento Desportivo - UNIFESP/EPM

Especialista em Prevenção de Lesão e Treinamento em Pacientes Oncológicos

Preparador Físico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida