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Sobre o blog

Alimentar-se representa muito mais que apenas ingerir carboidratos, lipídios, proteinas, vitaminas e minerais. Significa relação social, afinal as pessoas comemoram, prazer, indulgencia etc. Neste Blog temos por objetivo discutir todas as faces dos nutrientes e como podemos estabelecer uma ingestão alimentar saudável sem abrir mão do prazer. Com isso pretendemos propor a você pequenas mudanças que farão diferenças importantes na sua vida, venha conosco.

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Histórico

03/02/2012

Melhoria nutricional dos alimentos industrializados

 

Este ano, a ANVISA lançou o Guia de Boas Práticas Nutricionais destinadas a alimentos específicos e serviços de alimentação tais como, cantinas, bufês, comissarias, confeitarias, cozinhas industriais, cozinhas institucionais, delicatéssens, lanchonetes, padarias, pastelarias, restaurantes, rotisseries e congêneres. O objetivo é reduzir os teores de açúcares, gorduras trans, gorduras saturadas e sódio nos alimentos industrializados, melhorando o perfil nutricional dos alimentos e reduzindo o aparecimento de Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT), principalmente a pressão alta, diabetes, obesidade e doenças do coração. Atualmente estes são os principais problemas de saúde pública do Brasil.

 

Um dos grandes objetivos deste trabalho destacado pela ANVISA é a redução do sal contido no pão francês, tão largamente consumido pelos brasileiros, o tornando mais saudável, minorado a probabilidade do aparecimento de pressão alta e doenças renais.

 

 

 

A adesão a este Guia é voluntária, implicado na colaboração das empresas para ser executada. Agora cabe às autoridades divulgar e estimular as empresas a seguir as sugestões indicadas no Guia. Aos consumidores fica o papel de dar preferência aos alimentos que se enquadrem nos novos padrões, pois desta maneira irá prevenir o aparecimento de DCNT e estimular as empresas a seguirem os novos padrões.

 

Informações encontradas no site da ANIVSA:

http://portal.anvisa.gov.br/wps/portal/anvisa/anvisa/imprensa/!ut/p/c5/rZDJeqMwEISfJQ8QS5j9iI3ZDBKWFLNc-Ax2wg4OwSxPP565J3NJ97Gqvr-rQQye214excflq-jaSw1CEEvJ3tQsQXYhhNJuD21TRJJ4wtBUBRCAEAoJLZfeXquVlHBGqOpmpGeT5xoecyOI3haIXMOmq71SWGP6aXioRJgbVO5snA6altJqtF-erOhbFsTb_14S_-D4l_-rw29GgwBZXXMDEYjl5GxuFetoctB05B20D8wyMDR4x5cB-8XGP7JE4VdZDoiLtNlMWbOBGyjwW17kBU7lBFnhFOH5Pz_idvpgT7pGkyoXlV4_qEruHteUkCFm0dvNperjVlFLT8OgbhNcWjXXvGonZ9yq6eolAXMGTSWXRhtvHx52MLFYpbGiC2Z_LU0-Xa9wTxF3XYLoiyRGqNHeyqzd0ob2MaPTfRm7gaFYiu6FT_q8nPBj4ifzXGf1XQjIfc0Ps8Gm2UjbhEmjT6_kNcdrUIK-ebgSUdA7evf-ACqixhI!/dl3/d3/L2dBISEvZ0FBIS9nQSEh/?pcid=ec2d170049ac951a948fb66dcbd9c63c

 

http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/28fe0e0049af6b5b96e1b66dcbd9c63c/2DocumentobaseparaGuiasdeBoasPraticasNutricionais2.pdf?MOD=AJPERES

 

 

Por Renata às 08h50

02/02/2012

Volte às aulas fazendo trocas inteligentes na cantina

O sobrepeso e a obesidade infanto-juvenil vêm crescendo mundialmente, atingindo todas as classes sociais e com sérias repercussões para a saúde da criança e do adolescente. Nesse contexto, a escola e a família têm papel fundamental no desenvolvimento de ações de melhoria das condições de saúde e do estado nutricional desta população. Na tentativa de auxiliar pais e educadores segue, abaixo, algumas sugestões de trocas mais saudáveis para os lanches.

 

1) Refrigerante por água de coco ou suco natural

Os refrigerantes, mesmo sendo diet ou light, podem apresentar alto teor de sódio, pH ácido, além de serem ricos em conservantes. Ou seja, mesmo os lights, diets, ou até mesmo os “zero”, não trazem benefícios à saúde, ao contrário da água de coco ou dos sucos naturais, que apresentam vitaminas e minerais e auxiliam na hidratação do organismo. Independente do valor calórico, esta é uma troca bastante saudável, principalmente se considerarmos que o baixo consumo de frutas por esta população (o mínimo recomendável é de 3 porções/dia).

 


2) Salgados fritos por salgados integrais e assados

Além de reduzir o teor de gorduras totais e de calorias, devido à troca de frito por assado, o salgado feito com farinha integral possui maior teor de fibras alimentares, que melhoram o trânsito intestinal, auxiliam na prevenção do diabetes, auxiliam na melhora dos níveis de colesterol total e suas frações e promovem maior sensação de saciedade.

 


 

3) Sorvetes em massa por picolés de fruta ou “sorbet” (sorvetes em massa sem gordura vegetal hidrogenada e / ou gordura animal)

Os sorvetes normalmente possuem elevado teor de gorduras totais, gorduras saturadas e/ou gorduras TRANS, que são responsáveis pela elevação do colesterol endógeno e da fração mais prejudicial ao organismo, o LDL colesterol (mais prejudicial a saúde quanto maior for sua concentração no sangue), além de reduzir a fração HDL colesterol (mais prejudicial a saúde quanto menor sua concentração sanguínea). Além disso, os picolés de fruta possuem menor valor calórico!

 

 


 

4) Cheeseburguer por sanduíche de frango com salada; ou sanduíche de peito de peru; ou de atum com salada

A troca da carne bovina e do queijo mussarela pelo filé de peito de frango, peito de peru, ou atum, reduz consideravelmente o teor de gorduras totais, saturadas e TRANS. Conforme discutidos anteriormente, estas são bastante deletérias ao organismo por acarretarem na elevação do colesterol endógeno e do LDL colesterol. Além disso, a inclusão da salada proporciona um aumento no teor de fibras, contribuindo para o funcionamento intestinal e para a promoção da saciedade.

 


5) Salgadinhos por biscoitos, cookies integrais ou frutas secas

Esta troca, além de reduzir consideravelmente o teor de sódio, reduz o consumo de gorduras totais e gorduras saturadas. Além disso, os cookies ou biscoitos integrais e as frutas secas possuem maior teor de fibras.

 

  


Os itens em destaque nas tabelas acima indicam as alterações de composição nutricional mais relevantes obtidas a partir das substituições propostas.

Por Carol às 14h57

29/01/2012

Esteroides anabolizantes & Suplementos nutricionais

Com as revelações de atletas que apresentaram em seus exames de urina resposta positiva para análogos da testosterona, surge a discussão de possíveis efeitos produzidos por suplementos nutricionais em tais indicadores bioquímicos. Com isso levantamos a questão: seriam os suplementos nutricionais potentes o bastante para induzir alterações hormonais significativas?

Com o aumento do desempenho dos atletas no mundo todo, alguns pontos considerados detalhes no passado passaram a ganhar relevância nos dias de hoje. Diversos exemplos podem ser dados como as roupas específicas para cada modalidade esportiva, favorecendo a sudorese e melhorando a aerodinâmica, bem como os calçados esportivos e os nutrientes.

Dentre os nutrientes os carboidratos presentes nos pães, massas, cereais etc, foram exaustivamente estudados há trinta anos. Mais recentemente surgiram os aminoácidos, algumas vitaminas e minerais.  Porém estes suplementos constantemente são confundidos com esteróides anabólicos, ou agentes potentes no aumento da massa muscular.

O aumento da massa muscular é de interesse estético, para aqueles que cultuam um corpo definido e muito para os atletas que encontram na massa muscular aumento da força necessária para a vitória em suas modalidades esportivas. Os suplementos nutricionais podem auxiliar neste aumento, porém dentro de limites fisiológicos. O que isto quer dizer? Isto significa que nosso organismo apresenta um limite imposto pelas características genéticas. Então podemos conseguir aumentar a força e a massa muscular dentro de parâmetros impostos pelo nosso código genético. É esta limitação que faz com que muitos atletas busquem formas alternativas para superá-lo.

 

Estas formas alternativas fogem do alcance da nutrição, ficando a cargo de fármacos que na sua maioria são ilícitos. Recentemente surgiu no mercado um composto denominado deidroepiandrosterona (DHEA). Este composto foi denominado em 1994 pela agencia americana de controle de drogas e alimentos (FDA) como suplemento nutricional. Interessante é que o DHEA ocorre naturalmente em nosso organismo e sua estrutura é semelhante à testosterona (hormônio sexual masculino).

Estudos recentes têm demonstrado que de acordo com a dose consumida oralmente de DHEA, podemos alterar as concentrações de testosterona e seus análogos em nosso organismo. Então, este “nutriente” - assim postulado pelo FDA, pode desencadear pequenas alterações hormonais sensíveis aos métodos bastante precisos empregados pelos comitês de controle de dopagem. Fica claro, portanto que não basta o produto ter seu comércio autorizado que representa uma substância permitida. Basta lembrar que diversos medicamentos utilizados inadvertidamente por atletas (anti-inflamatórios por exemplo) são detectados no exame anti-dooping.

Um fato então é evidente, suplementos nutricionais não promovem alterações de desempenho acima da capacidade individual. Se promoverem, não são suplementos nutricionais e sim fármacos devendo ser tratados como tal.

Referencia

DHEA enhances effects of weight training on muscle mass and strength in elderly women and men
Dennis T. Villareal and John O. Holloszy
Am J Physiol Endocrinol Metab, Nov 2006; 291: E1003 - E1008.

Por Luciana O. P. Lancha às 11h38

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Sobre os autores

Ana Carolina Garcia

Graduação em Nutrição - USP, especialista em Nutrição Aplicada ao Exercício Físico pela Escola de EEFE - USP e especialista em Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo IMeN. Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Antonio Herbert Lancha Jr.

Graduação em Educação Física – USP Especialização em Fisiologia do Exercício – UNESP Mestrado e Doutorado em Nutrição Experimental – USP Pós- Doutorado em Medicina Interna – Washington University Professor Titular de Nutrição Aplicada à Atividade Física – USP Coordenador do Grupo de Nutrição do Vita Diretor da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Camila Freitas

Graduação em Nutrição - USP

Pós-Graduação em Gastronomia

Responsável pela área de nutrição das academias Reebok (SP)

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Carla di Pierro

Graduação em Psicologia - PUC SP

Especialização em Psicologia do Esporte - Instituto Sedes Sapientiae

Especialização em Clínica Analítico Comportamental - Núcleo Paradigma

Aprimoramento em Terapia Comportamental Cognitiva - Amban HCFMUSP

Psicóloga da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Desire F. Coelho

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Esporte - USP

Mestrado em Educação Física - USP

Doutoranda pelo Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Aprimorando em Transtorno Alimentar pelo AMBULIM HC-FMUSP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luciana O. P. Lancha

Graduação em Nutrição e Esporte – USP Mestrado em Bioquímica – UNICAMP Doutorado em Ciências Biomédicas - USP Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luiz Augusto Riani Costa

Graduação em Medicina – UNICAMP

Pós-graduação em Medicina Esportiva e Fisiologia do Exercício – USP

Doutorando em Fisiopatologia – EEFE/HCFMUSP

Diretor Clínico do setor de Cardiologia dos Laboratórios

Diagnósticos da América (DASA)

Fisiologista do Vita

Médico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Marco D. Leme

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Eng. de Alimentos - Instituto Mauá de Tecnologia

Nutricionista do Grupo de DOR - IOT HCFMUSP e da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Patrícia Campos-Ferraz

Graduação em Nutrição – USP

Mestrado em Ciências dos Alimentos – USP

Doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela UNICAMP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Renata C. Sardinha

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo. Nutricionista do Bio Menu Congelados Saudáveis


Rodrigo Ferraz

Graduação em Educação Física - USP

Especialização em Treinamento Desportivo - UNIFESP/EPM

Especialista em Prevenção de Lesão e Treinamento em Pacientes Oncológicos

Preparador Físico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida