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Sobre o blog

Alimentar-se representa muito mais que apenas ingerir carboidratos, lipídios, proteinas, vitaminas e minerais. Significa relação social, afinal as pessoas comemoram, prazer, indulgencia etc. Neste Blog temos por objetivo discutir todas as faces dos nutrientes e como podemos estabelecer uma ingestão alimentar saudável sem abrir mão do prazer. Com isso pretendemos propor a você pequenas mudanças que farão diferenças importantes na sua vida, venha conosco.

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01/09/2011

Cardápio do berçário

Uma das minhas motivações para postar essa matéria foi analisar cardápios infantis de alguns berçários e escolas infantis. Em sua grande maioria, utilizam cardápios cheio de açúcar e guloseimas entre as refeições, ultrapassando as necessidades dos pequeninos.

A Academia Americana de Pediatria recomenda que crianças de 1-3 anos devem  receber cerca de 15,7 calorias por centímetro de altura por dia. Em outras palavras, se seu filho tem 82 cm, de altura deve consumir cerca de 1.300 calorias por dia para o crescimento normal e ganho de peso. As necessidades calóricas variam de acordo com nível de atividade, assim como seu metabolismo, por isso não se preocupe se seu filho não comer a quantidade exata que você está esperando.

Uma média de ingestão calórica para crianças seria: 1 ano- consumo de 900 kcal, 2 anos 1000 kcal e 3 anos 1100 kcal.

Um exemplo de cardápio de 900 kcal para crianças de 12 meses

 

Manhã: 1 mamadeira de leite

Lanche 1 banana com 1 colher de sobremesa de aveia

Almoço: arroz- 1,5 colher de sopa, feijão- 1,5 colher de sopa, proteína grelhada- 50g, verduras e legumes- 1 colher de sopa.

Lanche: 1 fruta e 2 biscoitos água e sal

Jantar: Idem almoço

Ceia- 1 mamadeira de leite

 

Por Patrícia Oliveira às 08h05

29/08/2011

O número da roupa é mais importante que o peso na balança

A briga com a balança parece inglória. Começamos a fazer atividade física, controlamos a alimentação e o peso sobe!  Esse resultado nos deixa a sensação de derrota antes mesmo “de o jogo começar.”

O que representa o nosso peso corporal? Ele é o resultado de diversos órgãos e tecidos do organismo que resultam na nossa massa corporal que popularmente chamamos de peso. O organismo é formado basicamente por água (60% do nosso corpo é água). Assim variações da quantidade de água corporal provocam alteração do peso.

Aqui precisamos lembrar um conceito importante: engordar significa ganhar gordura, e não necessariamente ganhar peso na balança. É preciso entender que quando nos pesamos, estamos pesando vários tecidos e não apenas gordura. Podemos engordar sem ganhar peso na balança, se por alguma razão perdemos massa muscular, ou porque ficamos sem atividade física, ou por alguma doença por exemplo. Neste caso nosso peso pode abaixar por perda de massa magra, mas a massa gorda por ter aumentado ou ter ficado a mesma, e assim estamos mais gordos mesmo com menor peso. Veja o exemplo abaixo.

Indivíduo de 70kgs: com 25% de gordura= 17,5kgs de gordura

Após período que provocou a perda de 2kgs massa muscular e manutenção da gordura ele passa a pesar: 68kgs, mas neste caso os 17,5kgs de gordura representam:26,2% do peso corporal total.

Neste caso o individuo perdeu peso e engordou, passou a ter maior percentual de gordura corporal.

Se perder peso não significa emagrecer, o que é emagrecer? Significa tornar-se mais magro. Para emagrecer precisamos perder gordura e não necessariamente peso.

Como podemos saber se o que perdemos foi gordura ou não? A gordura, diferentemente dos tecidos magros possui maior volume por peso. Isso significa que o mesmo peso de gordura e músculo o volume da gordura é maior que o muscular. Isto ocorre pelo fato de terem densidades diferentes, e para ilustrar isto basta lembrarmos que 1 gota de óleo em um copo de água bóia, enquanto 1 pedaço de carne magra afunda. Quem já não ouviu a seguinte frase: “músculo é mais pesado do que a gordura”. Obviamente a frase está incorreta porque peso é peso, 1kg é 1kg, em peso não são diferentes. O que muda é a densidade de cada um. O correto seria dizer que a densidade de ambos é diferente.

Portanto uma forma simples de avaliar a perda de gordura é pela roupa. Você pode ter o mesmo peso, porém se a roupa ficar mais larga é um forte indicativo de perda de gordura. O inverso também é verdadeiro. O peso fica estável e a roupa aperta grande chance de ter ganhado gordura e perdido massa muscular.  Com isso podemos concluir que a busca insensata de peso ideal é pouco inteligente. Se você tiver dúvida sobre a sua composição corporal procure um profissional de saúde capacitado e solicite uma avaliação de composição corporal.

Por Luciana O. P. Lancha às 07h37

28/08/2011

Mudanças necessárias a Curto prazo e benefícios a Longo prazo!

Dados inéditos da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o crescimento do PIB nos países emergentes, como o Brasil, vem acompanhado por sobrepeso. Apesar de avançarmos economicamente, avançamos também na obesidade que já pode ser considerada uma epidemia. Os dados publicados pela OMS indicam que além da obesidade, as mudanças de hábitos alimentares trazidas pela vida moderna influenciam também no aumento de diabetes, câncer e doenças cardíacas. Esta classe de doenças, chamadas de não transmissíveis, são causadas em grande parte pelo estilo de vida relacionados ao desenvolvimento econômico e rápida urbanização que incluem: o tabagismo, dieta pobre em nutrientes, abuso de álcool e  falta de atividade física.

 

O sedentarimo é o fator de risco de doenças crônicas não transmissíveis mais prevalente na população. A prática de atividade física regular e uma alimentação saudável representam uma solução fundamental para a saúde da população em geral. Atualmente o desafio dos profissionais da saúde é sensibilizar as pessoas para um estilo de vida mais saudável, mas apesar de grande parte da população ter acesso às  informações sobre as vantagens da atividade física e  de uma alimentação equilibrada poucas pessoas aderem de fato a mudança.

Ainda que os benefícios deste estilo de vida sejam claros percebemos que só a informação não basta para que haja mudança de comportamento. Isso acontece por vários motivos. No caso do início da atividade física por um sedentário, por exemplo, a sensação imediata pós-exercício relatada como prazerosa e o relaxamento causados pela beta-endorfina e dopamina, possíveis motivadores, só aparecem com relevância aos indivíduos mais treinados. Os iniciantes sentem de imediato, cansaço, desconforto e em alguns casos até dor, diminuindo a chance de voltar a fazer a mesma atividade. Os benefícios do início da atividade física não aparecem imediatamente e sim com o tempo.

 

O mesmo acontece com a mudança de comportamento alimentar, ao seguir uma nova dieta alimentar mais saudável, o resultado de perda de peso por exemplo, não aparece na primeira rejeição a sobremesa, e os benefícios pra saúde como a longevidade e prevenção das tais doenças não transmissíveis estão “muito longe” e pouco influenciam no comportamento que está acontecendo no aqui-e-agora. Além disso, tudo que acontece na vida concorre com o tempo e investimento que podem ser gastos com a atividade física e a preocupação com um alimentação equilibrada.

 

O primeiro passo a ser tomado para efetivar a mudança é questionar qual o valor pessoal e a importância que esta mudança tem pra vida, e isso é uma questão de escolha, algumas pessoas querem mudar e outras não querem.

Mas existem as pessoas que querem e não conseguem, neste caso é necessário um segundo passo: conseguir pensar a longo prazo, se planejar e agir pra alcançar os objetivos propostos, o que é quase impossível no nosso dia-a-dia, já que as exigências são imediatas.

Todos querem tudo pra ontem e a ansiedade vem tomando proporções de epidemia como a obesidade. O ciclo que o desejo pelo imediato provoca é a frustração de não atingir, mesmo o que imediatamente é impossivel de se atingir. Geralmente a pessoa tenta várias vezes, mas em nenhuma das tentativas espera o tempo suficiente para que os resultados positivos e benefícios apareçam. Assim perpetua-se o ciclo da frustração, que é seguida pela sensação de impotência de alcançar o que é desejado, e como consequência de tudo isso muitos desistem de mudar sem de fato ter tentado até o fim.


 

Referência:

http://www.elmostrador.cl/vida-en-linea/2011/08/16/confirmado-entre-mas-rico-mas-gordo/

Por Carla di Piero às 08h37

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Sobre os autores

Ana Carolina Garcia

Graduação em Nutrição - USP, especialista em Nutrição Aplicada ao Exercício Físico pela Escola de EEFE - USP e especialista em Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo IMeN. Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Antonio Herbert Lancha Jr.

Graduação em Educação Física – USP Especialização em Fisiologia do Exercício – UNESP Mestrado e Doutorado em Nutrição Experimental – USP Pós- Doutorado em Medicina Interna – Washington University Professor Titular de Nutrição Aplicada à Atividade Física – USP Coordenador do Grupo de Nutrição do Vita Diretor da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Camila Freitas

Graduação em Nutrição - USP

Pós-Graduação em Gastronomia

Responsável pela área de nutrição das academias Reebok (SP)

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Carla di Pierro

Graduação em Psicologia - PUC SP

Especialização em Psicologia do Esporte - Instituto Sedes Sapientiae

Especialização em Clínica Analítico Comportamental - Núcleo Paradigma

Aprimoramento em Terapia Comportamental Cognitiva - Amban HCFMUSP

Psicóloga da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Desire F. Coelho

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Esporte - USP

Mestrado em Educação Física - USP

Doutoranda pelo Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Aprimorando em Transtorno Alimentar pelo AMBULIM HC-FMUSP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luciana O. P. Lancha

Graduação em Nutrição e Esporte – USP Mestrado em Bioquímica – UNICAMP Doutorado em Ciências Biomédicas - USP Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luiz Augusto Riani Costa

Graduação em Medicina – UNICAMP

Pós-graduação em Medicina Esportiva e Fisiologia do Exercício – USP

Doutorando em Fisiopatologia – EEFE/HCFMUSP

Diretor Clínico do setor de Cardiologia dos Laboratórios

Diagnósticos da América (DASA)

Fisiologista do Vita

Médico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Marco D. Leme

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Eng. de Alimentos - Instituto Mauá de Tecnologia

Nutricionista do Grupo de DOR - IOT HCFMUSP e da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Patrícia Campos-Ferraz

Graduação em Nutrição – USP

Mestrado em Ciências dos Alimentos – USP

Doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela UNICAMP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Renata C. Sardinha

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo. Nutricionista do Bio Menu Congelados Saudáveis


Rodrigo Ferraz

Graduação em Educação Física - USP

Especialização em Treinamento Desportivo - UNIFESP/EPM

Especialista em Prevenção de Lesão e Treinamento em Pacientes Oncológicos

Preparador Físico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida