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Sobre o blog

Alimentar-se representa muito mais que apenas ingerir carboidratos, lipídios, proteinas, vitaminas e minerais. Significa relação social, afinal as pessoas comemoram, prazer, indulgencia etc. Neste Blog temos por objetivo discutir todas as faces dos nutrientes e como podemos estabelecer uma ingestão alimentar saudável sem abrir mão do prazer. Com isso pretendemos propor a você pequenas mudanças que farão diferenças importantes na sua vida, venha conosco.

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18/08/2011

Resveratrol: o “amigo” das mitocôndrias!

Conhecido por ser um bioflavonóide abundante no vinho tinto, nas cascas das uvas, no cranberry e no amendoim, o resveratrol ficou famoso ao se descobrir os benefícios da “dieta do mediterrâneo” em meados dos anos 90.

 

 

Na época, ele foi identificado como uma substância cardioprotetora. Mas recentemente, uma revisão publicada na Revista do Colégio Americano de Medicina Esportiva coloca que o resveratrol pode desempenhar outras importantes funções. Por exemplo: ele pode aumentar a chamada “biogênese” das mitocôndrias (organelas celulares responsáveis pela respiração celular).

Para se ter uma idéia da importância disso, quadros degenerativos associados ao envelhecimento (diabetes, síndrome metabólica e cardiopatias) passam por uma queda na biogênese das mitocôndrias, provavelmente acarretando em desbalanço energético, estresse oxidativo e disfunção nos órgãos envolvidos nessas doenças.

Os mecanismos de ação do resveratrol ainda não estão bem definidos, mas parecem ativar a SIRT1 (mammalian sirtuin 1), e por conseguinte, enzimas que melhoram a função da mitocôndria, o metabolismo energético e diminuem o estresse oxidativo. Todos esses efeitos ocorrem normalmente em dietas hipocalóricas, e o interessante é que o resveratrol tem a capacidade de “mimetizar”, ao menos parcialmente, os efeitos positivos da restrição calórica em modelos experimentais.

Os autores concluem que vale a pena investir em estudos in vivo para avaliar os efeitos de resveratrol, sobretudo em idosos e diabéticos. Mas ainda temos muito chão pela frente!

 

                                                                       Patrícia Campos Ferraz

 

Para saber mais:

Ungvari Z et al. Mitochondrial protection by resveratrol. Ex. Sports Sci. Rev. 39(3):128-132, 2011

 

 

Por Patrícia L. C. Ferraz às 22h49

16/08/2011

Relação entre treinamento funcional, core training e desempenho esportivo.

Treinamento funcional e core training são os “métodos” de treinamento da vez. Será que eles são capazes de promover todos os benefícios prometidos? Para responder esta questão, pesquisadores do Laboratório de Fisiologia do Exercício da Universidade do Estado de Indiana nos E.U.A compararam o efeito das capacidades físicas treinadas nestes métodos com o desempenho esportivo de pessoas fisicamente ativas.

O treinamento funcional (TF) é uma rotina de exercícios que estimula a coordenação e integração de grandes cadeias musculares com o objetivo de aprimorar o equilíbrio entre mobilidade e estabilidade do movimento.  Muitas vezes usa-se o peso do próprio corpo como sobrecarga muscular. Cordas, elásticos, bolas de diversos tamanhos, são exemplos de materiais usados neste treinamento.

O core training busca o fortalecimento e coordenação dos músculos da região do quadril, abdômen e lombar. Os materiais utilizados se assemelham muito com os do TF.

Neste trabalho 28 pessoas fisicamente ativas passaram por testes que envolviam fundamentos dos dois treinamentos como: estabilidade da cintura pélvica, força da musculatura abdominal, equilíbrio uni podal entre outros. Para comparar os resultados, os indivíduos realizaram três avaliações de desempenho esportivo: arremesso de bola, agilidade e de força de membros inferiores.

Os resultados mostraram que nem todos os indivíduos que conseguiram os melhores resultados nos testes de TF e core obtiveram resultados semelhantes nos testes de desempenho. Estes dados sugerem que para se obter um bom desempenho físico não existe a necessidade de se ter as qualidades físicas trabalhadas no TF e core aprimoradas.

Mesmo com estes resultados, os autores recomendam a realização dos exercícios destes "métodos", uma vez que eles são úteis para a prevenção de lesões, porém não podem ser a essência do treinamento.

Bons Treinos.

Para saber mais sobre os testes e os resultados:

Relationship Between Core Stability, Functional Movement, and Performance. Okada, Tomoko; Huxel, Kellie C; Nesser, Thomas W. Journal of Strength & Conditioning Research: January 2011 - Volume 25 - Issue 1 - pp 252-261

Por Rodrigo Ferraz às 23h01

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Sobre os autores

Ana Carolina Garcia

Graduação em Nutrição - USP, especialista em Nutrição Aplicada ao Exercício Físico pela Escola de EEFE - USP e especialista em Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo IMeN. Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Antonio Herbert Lancha Jr.

Graduação em Educação Física – USP Especialização em Fisiologia do Exercício – UNESP Mestrado e Doutorado em Nutrição Experimental – USP Pós- Doutorado em Medicina Interna – Washington University Professor Titular de Nutrição Aplicada à Atividade Física – USP Coordenador do Grupo de Nutrição do Vita Diretor da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Camila Freitas

Graduação em Nutrição - USP

Pós-Graduação em Gastronomia

Responsável pela área de nutrição das academias Reebok (SP)

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Carla di Pierro

Graduação em Psicologia - PUC SP

Especialização em Psicologia do Esporte - Instituto Sedes Sapientiae

Especialização em Clínica Analítico Comportamental - Núcleo Paradigma

Aprimoramento em Terapia Comportamental Cognitiva - Amban HCFMUSP

Psicóloga da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Desire F. Coelho

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Esporte - USP

Mestrado em Educação Física - USP

Doutoranda pelo Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Aprimorando em Transtorno Alimentar pelo AMBULIM HC-FMUSP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luciana O. P. Lancha

Graduação em Nutrição e Esporte – USP Mestrado em Bioquímica – UNICAMP Doutorado em Ciências Biomédicas - USP Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luiz Augusto Riani Costa

Graduação em Medicina – UNICAMP

Pós-graduação em Medicina Esportiva e Fisiologia do Exercício – USP

Doutorando em Fisiopatologia – EEFE/HCFMUSP

Diretor Clínico do setor de Cardiologia dos Laboratórios

Diagnósticos da América (DASA)

Fisiologista do Vita

Médico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Marco D. Leme

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Eng. de Alimentos - Instituto Mauá de Tecnologia

Nutricionista do Grupo de DOR - IOT HCFMUSP e da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Patrícia Campos-Ferraz

Graduação em Nutrição – USP

Mestrado em Ciências dos Alimentos – USP

Doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela UNICAMP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Renata C. Sardinha

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo. Nutricionista do Bio Menu Congelados Saudáveis


Rodrigo Ferraz

Graduação em Educação Física - USP

Especialização em Treinamento Desportivo - UNIFESP/EPM

Especialista em Prevenção de Lesão e Treinamento em Pacientes Oncológicos

Preparador Físico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida