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Sobre o blog

Alimentar-se representa muito mais que apenas ingerir carboidratos, lipídios, proteinas, vitaminas e minerais. Significa relação social, afinal as pessoas comemoram, prazer, indulgencia etc. Neste Blog temos por objetivo discutir todas as faces dos nutrientes e como podemos estabelecer uma ingestão alimentar saudável sem abrir mão do prazer. Com isso pretendemos propor a você pequenas mudanças que farão diferenças importantes na sua vida, venha conosco.

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31/07/2011

Por que sentimos fome?

Como sabemos que o que ingerimos foi o suficiente? De forma bastante genérica podemos dizer que possuímos dois sistemas, um quantitativo e outro qualitativo, que regulam aquilo que comemos.

Pense no nosso estômago como um recipiente de volume limitado. Por ele devem passar todos os alimentos para iniciarem o processo digestivo e posteriormente chegarem a sangue. Quando comemos, a forma de avaliar a quantidade de alimento ingerida se dá pela ocupação física do estômago, como se estivéssemos enchendo um balão. Esse mecanismo de ocupação gástrica recebe vários nomes como plenitude gástrica ou saciação.

O segundo processo é mais complexo e envolve a avaliação da qualidade do alimento ingerido, em vias gerais, por meio de avaliações da composição sanguínea após o consumo dos alimentos. Assim, quando se deixa de comer um determinado nutriente, é comum que esse mecanismo aja de maneira incompleta. Um exemplo disso é o famoso “bife e salada”: tão logo acabamos de realizar essa refeição rica em proteína, gordura, vitaminas e sais minerais – porém pobre em carboidratos –, sentimos aquela vontade de comer um doce (que pela culpa chamamos de “docinho” no diminutivo). Isso acontece porque nosso organismo sentiu a ausência do carboidrato, ou melhor, sentiu que a glicemia (concentração de glicose no sangue) pouco se alterou após a refeição, diferentemente das concentrações de lipídios (provenientes da gordura), aminoácidos (provenientes da proteína), vitaminas e sais minerais. Esse segundo mecanismo recebe o nome de saciedade a qual ficou incompleta no exemplo apresentado.

É importante ressaltar que na maioria das vezes paramos de comer pela ação do primeiro mecanismo, pela sensação de estomago cheio, uma vez que o segundo mecanismo leva mais tempo para agir. Nos dias de hoje fazemos as refeições cada vez mais rápidas, com pressa, não há tempo suficiente para que o organismo comece a digerir os alimentos, os nutrientes sejam absorvidos, atinjam a circulação sanguinea e o corpo perceba que foi alimentado e então envie um sinal avisando que podemos parar de comer. Paramos porque ocupamos o espaço físico do estomago e isto, muitas vezes, nos leva a comer mais do que nosso corpo precisa. É muito comum após alguns minutos que paramos de comer aquela sensação: nossa comi demais!

Algumas dicas práticas:

 

1) Nunca se sente para fazer uma refeição com fome, sua capacidade de escolha dos alimentos estará prejudicada nesta situação

 

2) Tente fazer as refeições com mais tempo e calma para que seu organismo tenha tempo adequado para te avisar quando for hora de parar

 

3) Pare de comer mesmo que você ainda esteja com a sensação de que era possível comer mais.

Por Antonio Herbert Lancha Jr. às 17h57

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Sobre os autores

Ana Carolina Garcia

Graduação em Nutrição - USP, especialista em Nutrição Aplicada ao Exercício Físico pela Escola de EEFE - USP e especialista em Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo IMeN. Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Antonio Herbert Lancha Jr.

Graduação em Educação Física – USP Especialização em Fisiologia do Exercício – UNESP Mestrado e Doutorado em Nutrição Experimental – USP Pós- Doutorado em Medicina Interna – Washington University Professor Titular de Nutrição Aplicada à Atividade Física – USP Coordenador do Grupo de Nutrição do Vita Diretor da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Camila Freitas

Graduação em Nutrição - USP

Pós-Graduação em Gastronomia

Responsável pela área de nutrição das academias Reebok (SP)

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Carla di Pierro

Graduação em Psicologia - PUC SP

Especialização em Psicologia do Esporte - Instituto Sedes Sapientiae

Especialização em Clínica Analítico Comportamental - Núcleo Paradigma

Aprimoramento em Terapia Comportamental Cognitiva - Amban HCFMUSP

Psicóloga da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Desire F. Coelho

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Esporte - USP

Mestrado em Educação Física - USP

Doutoranda pelo Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Aprimorando em Transtorno Alimentar pelo AMBULIM HC-FMUSP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luciana O. P. Lancha

Graduação em Nutrição e Esporte – USP Mestrado em Bioquímica – UNICAMP Doutorado em Ciências Biomédicas - USP Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luiz Augusto Riani Costa

Graduação em Medicina – UNICAMP

Pós-graduação em Medicina Esportiva e Fisiologia do Exercício – USP

Doutorando em Fisiopatologia – EEFE/HCFMUSP

Diretor Clínico do setor de Cardiologia dos Laboratórios

Diagnósticos da América (DASA)

Fisiologista do Vita

Médico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Marco D. Leme

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Eng. de Alimentos - Instituto Mauá de Tecnologia

Nutricionista do Grupo de DOR - IOT HCFMUSP e da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Patrícia Campos-Ferraz

Graduação em Nutrição – USP

Mestrado em Ciências dos Alimentos – USP

Doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela UNICAMP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Renata C. Sardinha

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo. Nutricionista do Bio Menu Congelados Saudáveis


Rodrigo Ferraz

Graduação em Educação Física - USP

Especialização em Treinamento Desportivo - UNIFESP/EPM

Especialista em Prevenção de Lesão e Treinamento em Pacientes Oncológicos

Preparador Físico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida