Bio Menu

Busca

Sobre o blog

Alimentar-se representa muito mais que apenas ingerir carboidratos, lipídios, proteinas, vitaminas e minerais. Significa relação social, afinal as pessoas comemoram, prazer, indulgencia etc. Neste Blog temos por objetivo discutir todas as faces dos nutrientes e como podemos estabelecer uma ingestão alimentar saudável sem abrir mão do prazer. Com isso pretendemos propor a você pequenas mudanças que farão diferenças importantes na sua vida, venha conosco.

Categorias

Histórico

11/02/2011

CONTINUE QUEIMANDO CALORIAS DEPOIS DE TERMINAR OS EXERCÍCIOS!

            Após o término de uma sessão de treino, seja ele aeróbio ou de força, nosso corpo mantém uma atividade metabólica aumentada em relação ao estado basal pré-esforço e que pode ser medida através do consumo de oxigênio, fenômeno conhecido pelo termo inglês EPOC (Excess Post-exercise Oxigen Consumption). Este processo foi primeiramente descrito por Hill e Lupton em 1922 e relaciona-se a uma série de mecanismos que ocorrem no organismo após a realização de esforços, necessários ao restabelecimento de um estado de equilíbrio adequado aos diversos tecidos, órgãos e sistemas envolvidos no exercício, destacando-se a reconstituição dos estoques de energia muscular (fosfo-creatina e glicogênio), a remoção do lactato acumulado nos músculos e a regeneração dos tecidos lesionados pelo esforço. Além disso, existe um estímulo metabólico exercido pelos hormônios liberados durante o exercício e que permanecem elevados por algum tempo (adrenalina, noradrenalina, hormônios anabólicos) e um excesso de energia utilizada para a manutenção de um estado de hiperativação cardiovascular e respiratória, essenciais à normalização da circulação sanguínea, da ventilação pulmonar e da temperatura corporal.

            Dessa forma, o exercício pode apresentar um efeito duplo quando desejamos aumentar o gasto energético, especialmente em programas de redução do peso e correção da composição corporal, já que além da energia gasta para execução dos movimentos podemos utilizar este gasto energético pós-exercício a nosso favor, potencializando seu efeito através da seleção de parâmetros específicos de treinamento e de uma combinação destes com as orientações nutricionais adequadas.

            O principal elemento capaz de ampliar o EPOC é a intensidade do exercício, sendo que quanto maior for a carga de esforço maior será o gasto energético após o treino. Exercícios de musculação com cargas elevadas e curtos intervalos de repouso ou exercícios aeróbios com elevada intensidade (preferencialmente intervalados), ainda que com menor duração, parecem ser os mais indicados para aumentar o EPOC, que se apresenta especialmente elevado nos primeiros 30 minutos pós-esforço, mas mantém-se por cerca de 2 horas. Alguns estudos sugerem que a modalidade de exercício realizado interfere de maneira decisiva no EPOC, encontrando-se maior gasto após treinos de musculação quando comparados a treinos aeróbios. Já foi inclusive demonstrada a utilização de gordura na etapa de recuperação após o exercício com pesos, rompendo-se com a idéia de que treinos de musculação são ineficazes na queima de gordura corporal.

            Por outro lado, pessoas com baixo peso ou que desejam aumentar a sua massa muscular devem atuar de maneira a controlar este gasto pós-esforço, sendo importante a elaboração de planos de exercícios e de uma intervenção dietética capazes de reduzir o desgaste do tecido muscular. Assim, é importante ressaltar que os efeitos positivos do EPOC no controle do peso apenas serão efetivos se, além das características de treinamento, a composição da dieta e o momento de sua ingestão também forem adequados, tanto no cuidado com a alimentação anterior ao treino quanto após o término da sessão de exercícios.

            Através do conhecimento e da compreensão do EPOC podemos evidenciar a importância da associação entre parâmetros nutricionais e de prescrição de treinamento na elaboração de um programa eficiente de controle de peso e de adequação da composição corporal para que os objetivos individuais de cada pessoa sejam atingidos, transformando o gasto energético pós-esforço em um importante e eficiente auxílio nesta longa e muitas vezes penosa busca pelo corpo ideal, ou pelo menos mais saudável!

 

Referências:

Foureaux, G; Pinto, KMC; Dâmaso, A. Efeito do consumo excessivo de oxigênio após exercício e da taxa metabólica de repouso no gasto energético. Revista Brasileira de Medicina do Esporte; 12 (6): 393-398, nov-dez 2006.

Braun, WA et al. Acute EPOC response in women to circuit training and treadmill exercise of matched oxygen consumption. European Journal of Applied Physioloy; 94 (5-6): 500-4, aug 2005.

Binzen, CA et al. Postexercise oxygen consumption and substrate use after resistance exercise in women. Medicine & Science in Sports & Exercise, 33 (6): 932-8, jun 2001.

Burleson, MA et al. Effect of weight training exercise and treadmill exercise on elevated post-exercise oxygen consumption. Medicine & Science in Sports & Exercise, 30: 518-22, apr 1998.

Por Luiz Augusto Riani Costa às 02h39

07/02/2011

Será que hábitos alimentares ruins podem induzir a mutações genéticas?

Alguns artigos interessantes foram publicados recentemente, cujos temas foram os efeitos do meio ambiente sobre a genética (DNA). Mais especialmente sobre alterações no DNA causada por agentes externos como dieta, hormônios, envelhecimento e exposições ambientais específicas. Ou seja: o ambiente é capaz de causar mutações genéticas transmissíveis às gerações seguintes.

Por exemplo: alguns estudos citados mostram que 60 anos depois do “inverno faminto” na Holanda, os genes responsáveis pela produção de um hormônio semelhante ao de crescimento (IGF) foram modificados nos indivíduos que nasceram logo após esse período fazendo com que crescessem menos, sugerindo que uma adversidade ambiental (privação de alimento) sofrida pelos pais possa ter alterado seus genes e essa característica foi passada aos seus descendentes de forma vitalícia.

            Outro experimento mostrou que, numa população de ratos divida em dois grupos, aquele alimentado com dieta pobre em proteínas, após fecundar fêmeas alimentadas com dieta normal, gerou descendentes mais propensos à obesidade, quando comparados com o grupo alimentado com dieta normal.

            Isso talvez possa explicar por que os países pobres estejam enfrentando um grande aumento da população obesa, ou quais alterações genéticas aos nossos descendentes ocorrerão como resultado da nossa alimentação atual?

É, amigo internauta, talvez Lamarck estivesse certo...

 

Para saber mais:

Genetic, epigenetic, and gene-by-diet interaction effects underlie variation in serum lipids in a LG/J×SM/J murine model. Lawson HA et al. J. Lipid Res., Oct 2010; 51: 2976 - 2984.

The epigenomic interface between genome and environment in common complex diseases. Bell CG and Beck S. Briefings in Functional Genomics, Sep 2010; 9(6): 477-485.

Por Patrícia L. C. Ferraz às 22h42

Ir para UOL Ciência e Saúde

Sobre os autores

Ana Carolina Garcia

Graduação em Nutrição - USP, especialista em Nutrição Aplicada ao Exercício Físico pela Escola de EEFE - USP e especialista em Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo IMeN. Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Antonio Herbert Lancha Jr.

Graduação em Educação Física – USP Especialização em Fisiologia do Exercício – UNESP Mestrado e Doutorado em Nutrição Experimental – USP Pós- Doutorado em Medicina Interna – Washington University Professor Titular de Nutrição Aplicada à Atividade Física – USP Coordenador do Grupo de Nutrição do Vita Diretor da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Camila Freitas

Graduação em Nutrição - USP

Pós-Graduação em Gastronomia

Responsável pela área de nutrição das academias Reebok (SP)

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Carla di Pierro

Graduação em Psicologia - PUC SP

Especialização em Psicologia do Esporte - Instituto Sedes Sapientiae

Especialização em Clínica Analítico Comportamental - Núcleo Paradigma

Aprimoramento em Terapia Comportamental Cognitiva - Amban HCFMUSP

Psicóloga da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Desire F. Coelho

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Esporte - USP

Mestrado em Educação Física - USP

Doutoranda pelo Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Aprimorando em Transtorno Alimentar pelo AMBULIM HC-FMUSP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luciana O. P. Lancha

Graduação em Nutrição e Esporte – USP Mestrado em Bioquímica – UNICAMP Doutorado em Ciências Biomédicas - USP Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luiz Augusto Riani Costa

Graduação em Medicina – UNICAMP

Pós-graduação em Medicina Esportiva e Fisiologia do Exercício – USP

Doutorando em Fisiopatologia – EEFE/HCFMUSP

Diretor Clínico do setor de Cardiologia dos Laboratórios

Diagnósticos da América (DASA)

Fisiologista do Vita

Médico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Marco D. Leme

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Eng. de Alimentos - Instituto Mauá de Tecnologia

Nutricionista do Grupo de DOR - IOT HCFMUSP e da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Patrícia Campos-Ferraz

Graduação em Nutrição – USP

Mestrado em Ciências dos Alimentos – USP

Doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela UNICAMP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Renata C. Sardinha

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo. Nutricionista do Bio Menu Congelados Saudáveis


Rodrigo Ferraz

Graduação em Educação Física - USP

Especialização em Treinamento Desportivo - UNIFESP/EPM

Especialista em Prevenção de Lesão e Treinamento em Pacientes Oncológicos

Preparador Físico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida