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Sobre o blog

Alimentar-se representa muito mais que apenas ingerir carboidratos, lipídios, proteinas, vitaminas e minerais. Significa relação social, afinal as pessoas comemoram, prazer, indulgencia etc. Neste Blog temos por objetivo discutir todas as faces dos nutrientes e como podemos estabelecer uma ingestão alimentar saudável sem abrir mão do prazer. Com isso pretendemos propor a você pequenas mudanças que farão diferenças importantes na sua vida, venha conosco.

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07/10/2010

Estilo de Vida e Câncer

Estilo de Vida e Câncer

 - Foco na alimentação

 

 

Em 2009 o Instituto Nacional de Câncer publicou um resumo das recomendações prescritas pela OMS e pelo American Institute for Cancer Research sobre Alimentos, Nutrição, estilo de vida e câncer.

Resumidamente, essas diretrizes podem ser listadas da seguinte forma:

 

1)      Seja o mais magro possível dentro dos limites saudáveis e normais de peso corporal, preferencialmente entre as faixas 21 e 23 de IMC. Evite o ganho de circunferência da cintura e peso decorrentes da idade adulta

2)      Seja moderadamente ativo, ou seja, mantenha uma caminhada acelerada diária de pelo menos 30 min, até evoluir para 60 minutos moderadamente ao dia ou 30 min/dia de exercícios vigorosos.

3)      Evite alimentos e bebidas com alta densidade energética e muito processados (bebidas açucaradas, fast foods) (alta densidade energético significa ter mais de 225 kcal/100g de alimento). Alimentos como oleaginosas (nozes, castanhas,etc) dentro de um consumo normal não são incluídos.

4)      Consumir 600g por dia de hortaliças sem amido e frutas variadas todos os dias

5)      Consuma grãos poucos processados e leguminosas em todas as refeições, pois a baixa densidade energética desses alimentos e o alto conteúdo de fibras os tornam saudáveis.

6)      Limite o consumo de alimentos excessivamente processados e refinados.

7)      Limite o consumo de carne vermelha e embutidos (máx. 300g/semana de carne e o mínimo possível de embutidos).

8)      Limite o consumo de bebidas alcoólicas a 2 drinques (homens) ou 1 drinque ao dia (mulheres)

9)      Limite o consumo de sal (menos de 5 gramas ao dia)

10)  Garantir a amamentação nos primeiros seis meses de vida do bebê e a continuar com leite materno de forma complementar

 

Cuide-se, viva mais e melhor!

 

 

Patrícia Campos-Ferraz

 

 

Fonte: Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde. INCA, Coordenação de Prevenção e Vigilância de Câncer.Resumo. Alimentos, nutrição, atividade física e prevenção do câncer: uma perspectiva global, 2009.

Partes deste texto foram publicadas anteriormente na internet.

 

Por Patrícia L. C. Ferraz às 20h41

04/10/2010

Tratando o câncer com atividade física

Em estudo recém publicado, pesquisadores do Institute of Developmental Biology and Cancer Research da Universidade de Nice (França) identificaram a importância do equilíbrio do pH intra e extra celular no combate ao câncer.

Qualquer célula de nosso organismo precisa de energia (glicose) para se manter viva e desempenhar suas funções. Com a célula tumoral não é diferente; aliás, sua necessidade de energia é até maior. Quanto maior e mais ativo é o tumor, mais suas células consumirão glicose circulante, desviando o fluxo natural de energia das células sadias para o câncer. Apenas este fato já seria suficiente para explicar e entender o motivo pelo qual pacientes oncológicos apresentam um quadro de cansaço excessivo (fadiga).

Porém este consumo de glicose pelas células tumorais é muito mais danoso para o organismo do que pensávamos. Ao metabolizar glicose para transformá-la em energia, a célula tumoral produz um substrato (íons H+) que torna os meios intra e extracelular mais ácidos. Esta acidez metabólica gera em nosso organismo uma diminuição da ação do sistema imunológico, promovendo a migração das células tumorais e um aumento do fator de crescimento tumoral, pois inibe a ação das células NK (natural killer). Pequenas mudanças de pH em nosso organismo (0,1 ponto) aumentam a resistência à ação das drogas usadas na quimioterapia.

Portanto, analisando os dados desta pesquisa, podemos concluir que quanto mais ativo e maior o tumor, mais ele consumirá glicose e mais ácido se tornará o meio, estimulando seu crescimento e gerando uma resistência em seu tratamento.

Neste ano, nosso grupo apresentou no  Congresso do American College of Sports Medicine, realizado em Baltimore (E.U.A), um trabalho científico feito com pacientes oncológicos, caracterizando a acidose metabólica apresentada por eles durante o tratamento quimioterápico.

Em 2007, um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo conseguiu diminuir, e muito, o quadro de acidose metabólica gerada pelo câncer. Sabe como? Com atividade física!

Neste estudo, ratos com câncer que treinaram tiveram uma sobrevida três vezes maior comparado aos ratos com câncer sedentários.

O treinamento têm se mostrado muito eficaz para mudar a dinâmica energética celular de nosso corpo. Quando treinamos, ao contrário de que se pensava, estimulamos uma reorganização do fluxo energético em nossas células. A glicose é desviada para as células que mais precisam de energia naquele momento, diminuindo o aporte energético para as células tumorais. Com menos energia elas crescem mais lentamente e geram uma menor acidose metabólica, acarretando na redução da cascata de acontecimentos que prejudicam o combate ao câncer.

É claro que nenhum destes estudos tem a intenção de apresentar uma cura para o câncer, mas entendendo a dinâmica de seu crescimento, conseguimos combatê-lo através da atividade física e uma alimentação saudável, aliados ao tratamento médico convencional.

 

Para saber mais:

Cardiopulmonary Responses and Exercise Prescription in Cancer Patients During Exercise Training Program in Addition to Chemotherapy. Riani Costa, Luiz A. ; Polanczyk, Suelen D. ; CAMPOS-FERRAZ, Patricia Lopes de ; Ferraz, Rodrigo B. A. S. ; Lancha, Luciana O. P. ; Junior, Antonio H. Lancha . In: American College of Sports Medicine, 2010, Baltimore. Medicine and Science in Sports and Exercise. Philadelphia : Lippincott, Williams & Wilkins, 2010. v. 42. p. 163-164.

Tumour hypoxia induces a metabolic shift causing acidosis: a common feature in cancer.

Johanna Chiche et AL. J Cell Mol Med. 2010 Apr;14(4):771-94. Epub 2009 Dec 8.

 

Effect of a High-Intensity Exercise Training on the Metabolism and Function of Macrophages and Lymphocytes of Walker 256 Tumor–Bearing Rats.

Aline Villa Nova Bacurau et AL. Exp Biol Med (Maywood). 2007 Nov;232(10):1289-99.

Por Rodrigo Ferraz às 19h46

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Sobre os autores

Ana Carolina Garcia

Graduação em Nutrição - USP, especialista em Nutrição Aplicada ao Exercício Físico pela Escola de EEFE - USP e especialista em Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo IMeN. Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Antonio Herbert Lancha Jr.

Graduação em Educação Física – USP Especialização em Fisiologia do Exercício – UNESP Mestrado e Doutorado em Nutrição Experimental – USP Pós- Doutorado em Medicina Interna – Washington University Professor Titular de Nutrição Aplicada à Atividade Física – USP Coordenador do Grupo de Nutrição do Vita Diretor da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Camila Freitas

Graduação em Nutrição - USP

Pós-Graduação em Gastronomia

Responsável pela área de nutrição das academias Reebok (SP)

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Carla di Pierro

Graduação em Psicologia - PUC SP

Especialização em Psicologia do Esporte - Instituto Sedes Sapientiae

Especialização em Clínica Analítico Comportamental - Núcleo Paradigma

Aprimoramento em Terapia Comportamental Cognitiva - Amban HCFMUSP

Psicóloga da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Desire F. Coelho

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Esporte - USP

Mestrado em Educação Física - USP

Doutoranda pelo Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Aprimorando em Transtorno Alimentar pelo AMBULIM HC-FMUSP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luciana O. P. Lancha

Graduação em Nutrição e Esporte – USP Mestrado em Bioquímica – UNICAMP Doutorado em Ciências Biomédicas - USP Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luiz Augusto Riani Costa

Graduação em Medicina – UNICAMP

Pós-graduação em Medicina Esportiva e Fisiologia do Exercício – USP

Doutorando em Fisiopatologia – EEFE/HCFMUSP

Diretor Clínico do setor de Cardiologia dos Laboratórios

Diagnósticos da América (DASA)

Fisiologista do Vita

Médico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Marco D. Leme

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Eng. de Alimentos - Instituto Mauá de Tecnologia

Nutricionista do Grupo de DOR - IOT HCFMUSP e da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Patrícia Campos-Ferraz

Graduação em Nutrição – USP

Mestrado em Ciências dos Alimentos – USP

Doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela UNICAMP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Renata C. Sardinha

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo. Nutricionista do Bio Menu Congelados Saudáveis


Rodrigo Ferraz

Graduação em Educação Física - USP

Especialização em Treinamento Desportivo - UNIFESP/EPM

Especialista em Prevenção de Lesão e Treinamento em Pacientes Oncológicos

Preparador Físico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida