Bio Menu

Busca

Sobre o blog

Alimentar-se representa muito mais que apenas ingerir carboidratos, lipídios, proteinas, vitaminas e minerais. Significa relação social, afinal as pessoas comemoram, prazer, indulgencia etc. Neste Blog temos por objetivo discutir todas as faces dos nutrientes e como podemos estabelecer uma ingestão alimentar saudável sem abrir mão do prazer. Com isso pretendemos propor a você pequenas mudanças que farão diferenças importantes na sua vida, venha conosco.

Categorias

Histórico

04/09/2010

Orgânicos

Desde a década de 50 começaram a surgir vários estudos abordando a questão dos alimentos orgânicos. Recente artigo publicado em uma importante revista científica apresentou uma revisão de tudo que havia sido publicado até o momento abordando este assunto. Impressionantemente mais 95.000 artigos foram levantados na literatura científica de 1958 até março de 2010, em relação aos orgânicos e seus aspectos nutricionais. Quando se fala em alimentos orgânicos, diversas questões aparecem como: Eles são mais nutritivos? São mais saudáveis do que os alimentos comuns? São melhores para o meio ambiente? Os pesticidas utilizados dentro das quantidades permitidas fazem mal à saúde?

Muitos estudos, realizados com animais e em humanos, têm sido conduzidos com o objetivo de responder algumas destas questões e, no entanto, pouco se concluiu até hoje. Umas das razões para isto é que muito estudos são conduzidos com fraco desenho experimental, por exemplo, em alguns casos não é possível afirmar que o produto analisado era realmente orgânico, pois apesar do cultivo ser adequado, o solo da região encontrava-se já muito contaminado. Outra questão importante diz respeito aos estudos conduzidos em animais que em alguns casos são irreprodutíveis em humanos.

Muitas pessoas compram produtos orgânicos porque entendem que estes produtos são mais saudáveis, no entanto, o que a literatura tem demonstrado é que não há relação entre o consumo de orgânicos e melhora da condição de saúde. De fato, poucos são os artigos que mostraram aumento de algum nutriente, principalmente antioxidantes, nos produtos orgânicos quando comparados com o cultivo normal. Alguns trabalhos encontram aumento de vitamina C, ferro e magnésio em produtos de origem orgânica comparados aos mesmos produtos cultivados de forma tradicional. No entanto, quando indivíduos consumiam estes alimentos nenhum benefício extra foi encontrado. Muitos autores acreditam que uma quantidade um pouco maior de antioxidante em alguns alimentos não é suficiente para trazer benefícios ao ser humano. Mesmo porque a variedade de frutas e vegetais que são consumidos normalmente é suficiente para promover a ingestão adequada de antioxidantes.

Outro aspecto que vem sendo estudado é se o consumo de alimentos de cultivo tradicional poderia trazer algum malefício devido ao uso de pesticidas e outros produtos químicos. O que a literatura mostra é que boa parte destes resíduos são eliminados na preparação dos alimentos. A cocção e higienização, por exemplo, podem levar a uma redução significativa nos níveis de resíduos de pesticidas em alimentos. Procedimentos comerciais de beneficiamento de grãos, como arroz, café e trigo, podem levar a uma redução de até 95% de alguns pesticidas. Em outros casos como no mamão papaia a maior parte dos resíduos encontra-se na casca, que não é consumida in natura. No caso do tomate por exemplo a discussão é ainda maior, pois boa parte dos resíduos encontra-se na casca, onde também está a maior parte do licopeno, importante substância encontrada no tomate. Neste caso, não há consenso se o melhor seria retirar, ou consumir a casca, segundo alguns autores a quantidade de resíduos a serem consumidos ao ingerir a casca seria muito baixa, enquanto a retirada da mesma levaria a uma redução significativa do consumo de licopeno, o que seria mais prejudicial do que o pouco resíduo a ser consumido.

O que se tem comprovadamente até o momento não justifica o consumo de orgânicos pensando em melhorar a saúde. Este consumo pode ser feito por opção, ou filosofia, mas manter o consumo de frutas e vegetais produzidos tradicionalmente até o momento não é prejudicial à saúde.

Para saber mais:

 Alan D Dangour, Karen Lock, Arabella Hayter, Andrea Aikenhead, Elizabeth Allen, and Ricardo Uauy. Nutrition-related health effects of organic foods: a systematic review Am J Clin Nutr 2010;92:203–10

Por Luciana O. P. Lancha às 08h54

01/09/2010

COMO ALCANÇAR SEUS OBJETIVOS DE UMA VIDA SAUDÁVEL E EQUILIBRADA!

 

                                              

Estabelecendo metas e fortalecendo o compromisso consigo mesmo !!

 

            Início de semestre é uma boa hora para se reorganizar e recomeçar  as atividades, entre elas as antigas metas de manter a atividade física em dia e a alimentação equilibrada.

            Mas o que parece fácil a princípio, pode ser muito difícil de ser realizado; é possível perceber isso quando termina um semestre e não são atingidos os objetivos desejados.

            Muitos podem ser os motivos para não se engajar nos treinos como deveria ser feito, nem numa alimentação mais adequada para alcançar novos resultados, mas  nosso foco aqui não serão as dificuldades, e sim as possíveis estratégias de solução.

            Então vamos lá!! A primeira premissa importante é estabelecer um compromisso consigo mesmo e lembrar que se queremos alguma mudança temos que nos esforçar para alcançá-la. Não é possivel esperar um resultado diferente se nos comportamos sempre da mesma maneira, portanto invista na sua mudança dedicação e energia, mude para alcançar resultados que tragam a diferença pra você e pra sua vida.

            Também é importante lembrar que por mais que existam profissionais especialistas em suas áreas para ajudar a alcançar os seus objetivos eles são apenas facilitadores do processo de sua mudança. Será o seu comportamento diante das dicas e  instruções deles, que trará resultados pra você!

            Assim, estabelecendo um compromisso com você mesmo, podemos começar o processo de mudança. O próximo passo é o estabelecimento de metas.

            Estabelecendo metas é muito maior a chance de se sentir motivado, elas descrevem como, quando e aonde queremos chegar. Uma meta deve ser bastante específica e passível de ser mensurada. Metas subjetivas por exemplo, como estar bem comigo mesmo, não descrevem bem o que queremos, seja mais objetivo.

            A meta deve dar ênfase ao processo e não apenas ao resultado, por isso especifique a meta de maneira que o alcance gradual da mesma seja recompensador. As metas devem ser realistas, porém desafiadoras e devem representar o que você deve alcançar e não o que ele não deve.

            Metas de longo prazo devem sempre envolver metas de curto prazo o que, favorece a avaliação dos progressos e fornecimento de feedback pelos profissionais de saúde que o acompanham (personal, nutricionista e etc...). Além disso metas de curto prazo são mais flexíveis, e podem ser manipuladas para manter o nível de desafio sempre ótimo.

           Estabeleça seus objetivos e trabalhe para alcançá-los!!

Carla Di Pierro - Psicóloga do Esporte

Por Carla di Piero às 11h11

30/08/2010

A BUSCA POR DESEMPENHO

            Desde o princípio da história o homem tem procurado por formas de melhorar seu desempenho físico. Inicialmente buscávamos simplesmente lutar por nossa sobrevivência, disputando alimentos e espaço com grandes animais, sem a vantagem que nosso intelecto hoje nos proporciona; éramos apenas um elo frágil da cadeia alimentar e dependíamos de nossa capacidade física para sobreviver. Depois, o desempenho físico tornou-se importante para a batalha, nas conquistas territoriais, econômicas e políticas travadas entre nossos povos, que naquela época dependiam grandemente do vigor físico de cada soldado. Mais recentemente, com a guerra fria, o poderio armamentista nuclear das grandes nações tornou secundário o papel do soldado nas guerras, mas iniciou-se então uma fase de disputa velada entre os dois blocos hegemônicos, disputa esta que se tornava aberta no campo esportivo, especialmente durante os Jogos Olímpicos, a cada 4 anos. Foi exatamente nesta época que as ciências do esporte e da saúde tiveram um impulso sem precedentes, e não foi por menos: através dos esportes as nações buscavam provar sua força, e o desempenho físico tornou-se algo muito precioso, lapidado em laboratórios com muita ciência e uma tecnologia cada vez mais impressionante.

            Hoje vivemos um momento muito especial, onde dispomos de uma quantidade imensa de informações produzidas durante toda essa história, especialmente nas últimas décadas, aproximando as ciências da saúde em torno da atividade física e do esporte. Vemos nutricionistas, médicos, professores de educação física, fisioterapeutas e psicólogos, todos interagindo com o objetivo de utilizar os exercícios como um instrumento para oferecer desempenho físico e saúde, quantidade e qualidade de vida, a todos aqueles que desejarem a lutar por isso. Muitos procuram orientação porque apresentam problemas que precisam ser corrigidos, mas um número crescente de pessoas saudáveis procura orientação especializada porque deseja prevenir estes problemas, ampliar sua capacidade funcional, proteger e promover sua saúde, ou simplesmente melhorar seu desempenho em algum esporte, como a corrida. A cada dia encontramos mais indivíduos orientados e motivados, treinando segundo as recomendações científicas mais modernas, utilizando sistemas de monitorização e evoluindo em saúde e em performance.

            Dentro dessa realidade, dispomos hoje de uma ferramenta capaz de avaliar o corpo de uma pessoa em detalhes, analisando o coração, a respiração e o metabolismo durante todos os estágios de esforço, desde o repouso até a máxima exaustão. Trata-se do teste ergoespirométrico, um teste de esforço que monitoriza simultaneamente dezenas de variáveis através do eletrocardiograma, da medida da pressão arterial e de uma máscara facial que mede os gases respirados, durante todo o esforço. Estas medidas nos permitem analisar o desempenho máximo de uma pessoa, medido através do consumo máximo de oxigênio (VO2max), além de identificar pontos específicos do esforço onde ocorre um processo de transição metabólica, conhecidos como limiares ventilatórios, que orientam as zonas específicas de treinamento que uma pessoa deve realizar, utilizando a frequência cardíaca como parâmetro ideal de monitorização. Assim, a realização de um teste ergoespirométrico nos permite analisar o risco para realização de esforço (análise do eletrocardiograma, medida da pressão arterial e respostas clínicas) e definir as intensidades ideais de exercício (limiares ventilatórios), elaborando um programa de treinamento individualizado, seguro e eficaz.

            Por algum tempo este teste permaneceu longe do alcance da maioria das pessoas, limitado a clubes esportivos e alguns hospitais, mas cada vez mais podemos encontrar exames de ergoespirometria disponíveis em clínicas e laboratórios, muitas vezes cobertos pelos próprios planos de saúde. Assim, desejamos divulgar a importância deste exame e estimular que um número crescente de pessoas busque informações para conhecer seu corpo e treinar da melhor forma, através do teste ergoespirométrico. A realização deste exame não diminui a importância da equipe multidisciplinar que deve acompanhar uma pessoa em programa de treinamento; muito pelo contrário, este exame oferece uma gama imensa de informações que irão orientar as recomendações destes profissionais para que cada pessoa possa atingir o seu melhor desempenho, com saúde e com muito prazer.

            Posteriormente, aqui mesmo em nosso blog, eu enviarei mais alguns textos que abordarão com mais detalhes a importância e a utilização prática das informações fornecidas pelo teste ergoespirométrico, especialmente os limiares ventilatórios, capazes de indicar o ponto ideal de treinamento de cada pessoa! Muito obrigado pela atenção e até lá!

Luiz Augusto Riani Costa

Por Luiz Augusto Riani Costa às 19h32

Cuidado! Nem tudo que reluz é ouro.

 

Neste fim de semana, tive um encontro com pesquisadores da Universidade de São Paulo que realizam pesquisas na área de atividade física e nutrição.  Em conversa com eles, após discutir casos de pacientes e condutas de outros profissionais da área de saúde, pude constatar que cada vez mais temos que duvidar de condutas milagrosas.

O conhecimento científico é o único que podemos confiar na área de saúde. Ele é “de graça” e qualquer pessoa é capaz de adquiri-lo, basta saber procurá-lo.

Cabe-nos a pergunta: O que este discurso  significa para as pessoas leigas no assunto e que desejam ter sempre os melhores profissionais para cuidar de sua saúde?

A resposta é simples. Se o conhecimento científico é totalmente confiável e disponível a todos, não é possível que profissionais vendam fórmulas que somente eles conheçam ou métodos que eles desenvolveram e que ninguém mais conhece. Uma pessoa que acha que o seu conhecimento é único, absoluto e intransferível deve ser tratada como um charlatão.

O mais interessante é que quando procuramos a definição de charlatão, uma das frases que aparecem nos dicionários é “... os termos charlatanismo e curandeirismo fundem-se e podem ser definidos como toda prática pseudocientífica, apregoada por alguém com vantagens fraudulentas, pecuniárias ou não, ludibriando a outros – isso é, oferecendo algo vantajoso sem realmente ser”. Estamos no séc XXI, ninguém precisa de um curandeiro com práticas pseudocientíficas para cuidar de sua saúde.

Muito cuidado com as técnicas inovadoras, nomenclaturas fabulosas e fórmulas milagrosas.  O bom profissional é aquele que tem coerência em seu discurso e conduta, que se mantém atualizado com conhecimentos científicos e que não promete milagres.

Pergunte, questione e  discuta a conduta com o profissional que irá atendê-lo. Desconfie de respostas como “porque sim”, “porque eu gosto”, “porque eu sempre fiz deste jeito”, “porque eu vi fulano fazer deste jeito” e variações deste tema.

O bom profissional não é capaz de operar milagres.

Por Rodrigo Ferraz às 14h27

Ir para UOL Ciência e Saúde

Sobre os autores

Ana Carolina Garcia

Graduação em Nutrição - USP, especialista em Nutrição Aplicada ao Exercício Físico pela Escola de EEFE - USP e especialista em Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo IMeN. Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Antonio Herbert Lancha Jr.

Graduação em Educação Física – USP Especialização em Fisiologia do Exercício – UNESP Mestrado e Doutorado em Nutrição Experimental – USP Pós- Doutorado em Medicina Interna – Washington University Professor Titular de Nutrição Aplicada à Atividade Física – USP Coordenador do Grupo de Nutrição do Vita Diretor da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Camila Freitas

Graduação em Nutrição - USP

Pós-Graduação em Gastronomia

Responsável pela área de nutrição das academias Reebok (SP)

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Carla di Pierro

Graduação em Psicologia - PUC SP

Especialização em Psicologia do Esporte - Instituto Sedes Sapientiae

Especialização em Clínica Analítico Comportamental - Núcleo Paradigma

Aprimoramento em Terapia Comportamental Cognitiva - Amban HCFMUSP

Psicóloga da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Desire F. Coelho

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Esporte - USP

Mestrado em Educação Física - USP

Doutoranda pelo Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Aprimorando em Transtorno Alimentar pelo AMBULIM HC-FMUSP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luciana O. P. Lancha

Graduação em Nutrição e Esporte – USP Mestrado em Bioquímica – UNICAMP Doutorado em Ciências Biomédicas - USP Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luiz Augusto Riani Costa

Graduação em Medicina – UNICAMP

Pós-graduação em Medicina Esportiva e Fisiologia do Exercício – USP

Doutorando em Fisiopatologia – EEFE/HCFMUSP

Diretor Clínico do setor de Cardiologia dos Laboratórios

Diagnósticos da América (DASA)

Fisiologista do Vita

Médico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Marco D. Leme

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Eng. de Alimentos - Instituto Mauá de Tecnologia

Nutricionista do Grupo de DOR - IOT HCFMUSP e da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Patrícia Campos-Ferraz

Graduação em Nutrição – USP

Mestrado em Ciências dos Alimentos – USP

Doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela UNICAMP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Renata C. Sardinha

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo. Nutricionista do Bio Menu Congelados Saudáveis


Rodrigo Ferraz

Graduação em Educação Física - USP

Especialização em Treinamento Desportivo - UNIFESP/EPM

Especialista em Prevenção de Lesão e Treinamento em Pacientes Oncológicos

Preparador Físico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida