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Alimentar-se representa muito mais que apenas ingerir carboidratos, lipídios, proteinas, vitaminas e minerais. Significa relação social, afinal as pessoas comemoram, prazer, indulgencia etc. Neste Blog temos por objetivo discutir todas as faces dos nutrientes e como podemos estabelecer uma ingestão alimentar saudável sem abrir mão do prazer. Com isso pretendemos propor a você pequenas mudanças que farão diferenças importantes na sua vida, venha conosco.

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28/06/2010

Pessoas com sobrepeso ativas são mais saudáveis que magros sedentários; efeito sanfona prejudica a saúde

Continuando a falar sobre o congresso americano de medicina esportiva, algumas mesas de discussões ocorreram sobre o tema perda de gordura corporal e a maior preocupação dos pesquisadores atualmente é com a busca desesperada e muitas vezes inconseqüente pelo corpo perfeito, por estar magro, ou magra. Há alguns anos nos Estados Unidos surgiu uma pesquisa publicada na Revista Científica Cell, na qual o pesquisador afirmava ter encontrado a pílula do exercício. Ao administrar uma droga para ratos, os animais emagreceram e mostraram alguma melhora em parâmetros como colesterol, sem fazer exercícios físicos e sem alterar a dieta. Esta droga surgiu então como a pílula do exercício, isto é, para quem “não tem tempo” não precisava mais mudar os hábitos de vida, bastava tomar este medicamento.

Diversos outros pesquisadores começaram então a estudar esta droga, avaliando a possibilidade dela vir a ser um medicamento comercializado em farmácias. No entanto, a lista de benefícios proveniente da prática regular de atividade física jamais poderá ser alcançada por um medicamento. Não podemos esquecer que atividade física não traz apenas benefícios físicos, mas traz também melhoras no âmbito social e emocional. Obviamente que a droga não só não foi aprovada pelo FDA (órgão que controla comercialização de medicamentos nos EUA), como tem sido alvo de severas críticas no meio da medicina esportiva.

De fato, o que faz com que este tipo de estudo e de proposta surja é esta busca incessante por baixa quantidade de gordura corporal, curvas perfeitas, músculos definidos....aspectos que vão muito além da busca pela saúde e pela qualidade de vida. Em outra mesa de discussões, diversos dados foram apresentados questionando a abordagem que vem sendo dada no tratamento da obesidade e na busca pela perda de peso, que muitas vezes não significa perda de gordura corporal, mas sim de massa magra. Pesquisadores renomados nesta área mostraram que há décadas as pessoas tentam emagrecer os obesos e as pessoas sobrepeso para que eles fiquem saudáveis, e pelo tanto que a obesidade reduziu (absolutamente não reduziu) talvez esteja na hora de mudarmos esta abordagem e, ao invés de tentar emagrecer tanto estas pessoas, poderíamos deixá-las saudáveis, mesmo que acima do peso.

Neste momento, vários estudos foram apresentados mostrando que indivíduos obesos, ou acima do peso que fazem atividade física regularmente, que comem frutas, verduras, cereais integrais, possuem o mesmo risco de morte por doenças cardiovasculares que indivíduos magros saudáveis. Em alguns casos, o risco de problemas com hipertensão arterial, hipercolesterolemia foi mais alto em indivíduos magros, mas sedentários, sem hábitos saudáveis, do que em pessoas com sobrepeso, mas ativas. E um dos dados apresentados mais interessantes mostrava vários estudos que comprovaram que variações de peso corporal, o famoso engorda-emagrece, é mais prejudicial para saúde do que manter-se sobrepeso ou obeso. As variações de peso levam a variações de pressão arterial, variações de glicemia, de insulinemia, de colesterol, todos os parâmetros variam juntamente com a perda e o ganho de peso corporal e está sendo demonstrado que estas variações não são saudáveis.

Alguns estudos mostraram que várias tentativas de emagrecer levam a maiores concentrações de grelina, hormônio responsável por induzir a fome; e talvez por isso o efeito sanfona ocorra ocasionando ganho de peso maior do que o total que havia sido perdido. O índice de mortalidade encontrado foi proporcional ao número de tentativas de emagrecer, isto é, quanto mais tentativas as pessoas fizeram de emagrecer, maior foi o risco de morte por doenças cardiovasculares.

Bom, o que devemos concluir de tudo isto: novamente, não procurar por soluções imediatas, elas podem ser mais prejudiciais do que permanecer da maneia que estamos, mesmo que acima do peso. Mudar hábitos, introduzir rotinas mais saudáveis, atividade física regular, consumir alimentos mais saudáveis trará benefícios maiores para saúde do que perder peso de forma rápida e insustentável.

 

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Por Antonio Herbert Lancha Jr. às 08h45

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Sobre os autores

Ana Carolina Garcia

Graduação em Nutrição - USP, especialista em Nutrição Aplicada ao Exercício Físico pela Escola de EEFE - USP e especialista em Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo IMeN. Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Antonio Herbert Lancha Jr.

Graduação em Educação Física – USP Especialização em Fisiologia do Exercício – UNESP Mestrado e Doutorado em Nutrição Experimental – USP Pós- Doutorado em Medicina Interna – Washington University Professor Titular de Nutrição Aplicada à Atividade Física – USP Coordenador do Grupo de Nutrição do Vita Diretor da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Camila Freitas

Graduação em Nutrição - USP

Pós-Graduação em Gastronomia

Responsável pela área de nutrição das academias Reebok (SP)

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Carla di Pierro

Graduação em Psicologia - PUC SP

Especialização em Psicologia do Esporte - Instituto Sedes Sapientiae

Especialização em Clínica Analítico Comportamental - Núcleo Paradigma

Aprimoramento em Terapia Comportamental Cognitiva - Amban HCFMUSP

Psicóloga da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Desire F. Coelho

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Esporte - USP

Mestrado em Educação Física - USP

Doutoranda pelo Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Aprimorando em Transtorno Alimentar pelo AMBULIM HC-FMUSP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luciana O. P. Lancha

Graduação em Nutrição e Esporte – USP Mestrado em Bioquímica – UNICAMP Doutorado em Ciências Biomédicas - USP Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luiz Augusto Riani Costa

Graduação em Medicina – UNICAMP

Pós-graduação em Medicina Esportiva e Fisiologia do Exercício – USP

Doutorando em Fisiopatologia – EEFE/HCFMUSP

Diretor Clínico do setor de Cardiologia dos Laboratórios

Diagnósticos da América (DASA)

Fisiologista do Vita

Médico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Marco D. Leme

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Eng. de Alimentos - Instituto Mauá de Tecnologia

Nutricionista do Grupo de DOR - IOT HCFMUSP e da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Patrícia Campos-Ferraz

Graduação em Nutrição – USP

Mestrado em Ciências dos Alimentos – USP

Doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela UNICAMP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Renata C. Sardinha

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo. Nutricionista do Bio Menu Congelados Saudáveis


Rodrigo Ferraz

Graduação em Educação Física - USP

Especialização em Treinamento Desportivo - UNIFESP/EPM

Especialista em Prevenção de Lesão e Treinamento em Pacientes Oncológicos

Preparador Físico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida