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Sobre o blog

Alimentar-se representa muito mais que apenas ingerir carboidratos, lipídios, proteinas, vitaminas e minerais. Significa relação social, afinal as pessoas comemoram, prazer, indulgencia etc. Neste Blog temos por objetivo discutir todas as faces dos nutrientes e como podemos estabelecer uma ingestão alimentar saudável sem abrir mão do prazer. Com isso pretendemos propor a você pequenas mudanças que farão diferenças importantes na sua vida, venha conosco.

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08/06/2010

Pesquisadores alertam: atividade sem dieta e dieta sem exercício não emagrece

Este ano, durante o congresso americano de medicina esportiva (ACSM) realizado em Baltimore de 2-5 de junho, várias discussões importantes ocorreram sobre temas como nutrição, atividade física, treinamento, suplementos e etc.

Unindo boa parte das informações disponíveis e avaliando os dados abaixo que foram encontrados em estudos SEM controle da alimentação apenas com exercícios físicos, ou apenas controle da alimentação SEM atividade física, os pesquisadores foram unanimes em dizer que aliar a atividade física a um programa de reeducação alimentar é a única forma de perder gordura corporal.

Um dos temas mais discutidos em várias apresentações foi a questão do emagrecimento relacionada ao exercício físico e à dieta. Diversos autores demonstraram que a literatura científica tem apresentado vários estudos mostrando o fracasso de programas de atividade física auxiliando no processo de emagrecimento. Segundo estes pesquisadors fatores como humor, intensidade do exercício, variações hormonais, tipo de alimentação entre outros poderiam ser responsáveis por este fracasso. De forma bastante interessante, um importante pesquisador da área apresentou estudo no qual mulheres submetidas a programa de atividade física sem controle da dieta perderam gordura corporal em 12 meses. No entanto, após 18 meses o grupo começou a recuperar o peso perdido. Sendo o autor da pesquisa alguns fatores poderiam contribuir para este resultado:

1)  após perder certa quantidade de peso o gasto energético diário também cai, afinal o organismo precisa de menos energia para manter uma massa menor;

2) também ocorre, de forma muito freqüente, a “recompensa” pelo exercício (“já que caminhei, posso consumir uma bola de sorvete”). No entanto, segundo o pesquisador as pessoas têm muito pouca idéia do quanto gastam de calorias na atividade. Até podem saber quantas calorias têm uma bola de sorvete, mas não quanto gastam em 40minutos de exercício. De certo modo, isto também é conseqüência do gasto calórico calculado nas esteiras, equipamentos de atividade aerobia e relógios específicos que na maioria das vezes superestimam o gasto energético na atividade.

3) alguns trabalhos também têm demonstrado que em mulheres a atividade física promove aumento da secreção de um hormônio chamado grelina, responsável por estimular a fome, isto é, após gastar energia com o exercício, o organismo ativa este sistema para que haja reposição das calorias gastas. Este mecanismo também explicaria porque as mulheres têm muito mais dificuldade de emagrecer do que os homens.

Outros dados apresentados mostravam resultados de estudos nos quais os indivíduos, ao contrário do relatado acima, apenas fizeram restrição alimentar, mas não se exercitaram. Para surpresa dos estudiosos a maioria das pessoas neste estudo ganhou gordura corporal ao invés de perder. Os resultados mostraram que ao submeter o organismo à restrição calórica houve perda de massa magra e conseqüentemente redução do gasto energético diário. Assim se o indivíduo gastava 2000Kcal/dia e passou a consumir 1600kcal/dia, em curto espaço de tempo o organismo passou a gastar menos calorias para se manter de forma a igualar o que estava sendo consumido ou gastando ainda menos de 1600kcal/dia, levando ao ganho de gordura com a dieta. Diversos mecanismos de controle existem no nosso corpo regulando fome, saciedade, sono, fazendo com que o processo de emagrecimento apenas com restrição calórica seja pouco efetivo.

Sendo assim, aliar a atividade física a um programa de reeducação alimentar é a única forma eficaz para perder gordura corporal e sustentar esta perda depois.

Por Luciana O. P. Lancha às 07h04

06/06/2010

Probióticos e Prebióticos: os defensores da nossa saúde!

 

Muito se fala sobre “alimentos funcionais” hoje em dia. Por esse termo entendem-se os alimentos que além de oferecerem suas propriedades nutricionais básicas, promovem outros benefícios à saúde, de forma não prevista pela nutrição convencional.

Alguns aditivos alimentares podem exercer efeito benéfico sobre a saúde, sendo classificados como alimentos funcionais, tais como prebióticos e probióticos. Os probióticos são microrganismos vivos administrados em quantidades adequadas que promovem a saúde do hospedeiro, como por exemplo, determinadas culturas de bactérias que agem beneficamente no intestino delgado. Já os prebióticos são compostos de fibras (carboidratos não-digeríveis) que estimulam a proliferação de  bactérias desejáveis no intestino grosso.

Algumas bactérias probióticas conhecidas são os lactobacilos (lembra-se do Yakult, que tem lactobacilos vivos? ou outros como Actívia e Actimel?) e bifidobactérias. Os prebióticos principais, por sua vez, são as fibras e oligossacarídeos. Ambos sofrem fermentação no intestino,e promovem alteração nas bactérias intestinais e na sua composição (exemplo: destruindo bactérias que causam doenças). As fibras no intestino grosso aumentam a população de bifidobactérias típica nessa região, promovendo ações como diminuição de triglicérides e colesterol (em alguns estudos), entre outros.

 Efeitos benéficos observados na ingestão desses compostos são, entre outros:

aumento de anticorpos,

ação anti-câncer,

melhora de absorção de alguns minerais,

melhora na motilidade intestinal,

alívio na intolerância à lactose.

Esses aditivos alimentares estão presentes em vários alimentos, como leite em pó, iogurtes, maioneses, e até alguns queijos. Para ter efeito, o alimento funcional deve fornecer uma quantidade igual ou superior a 108 UFC (unidades formadoras de colônias, medida que estima a quantidade de microrganismos viáveis) em 100g de produto, e ser consumido com uma certa regularidade (pelo menos 15 dias).

 

                                                               Patrícia Campos-Ferraz

                                                               Nutricionista da NUTRIAID Consultoria em Qualidade de Vida

                Doutora em Bioquímica pela UNICAMP

                                                               CRN-3/5160

 

Para saber mais:

Saad, SMI. "Probióticos e Prebióticos: o Estado da Arte." Rev. Bras. Farmácia e Bioq. Vol 42(1) jan/mar, 2006

Roberfroid, MB. "Prebiotics and Probiotics: are they functional foods?" Am. J. Clin. Nut. Vol 71(6)1682S-1687S, june, 2000.

Por Patrícia L. C. Ferraz às 22h12

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Sobre os autores

Ana Carolina Garcia

Graduação em Nutrição - USP, especialista em Nutrição Aplicada ao Exercício Físico pela Escola de EEFE - USP e especialista em Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo IMeN. Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Antonio Herbert Lancha Jr.

Graduação em Educação Física – USP Especialização em Fisiologia do Exercício – UNESP Mestrado e Doutorado em Nutrição Experimental – USP Pós- Doutorado em Medicina Interna – Washington University Professor Titular de Nutrição Aplicada à Atividade Física – USP Coordenador do Grupo de Nutrição do Vita Diretor da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Camila Freitas

Graduação em Nutrição - USP

Pós-Graduação em Gastronomia

Responsável pela área de nutrição das academias Reebok (SP)

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Carla di Pierro

Graduação em Psicologia - PUC SP

Especialização em Psicologia do Esporte - Instituto Sedes Sapientiae

Especialização em Clínica Analítico Comportamental - Núcleo Paradigma

Aprimoramento em Terapia Comportamental Cognitiva - Amban HCFMUSP

Psicóloga da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Desire F. Coelho

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Esporte - USP

Mestrado em Educação Física - USP

Doutoranda pelo Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Aprimorando em Transtorno Alimentar pelo AMBULIM HC-FMUSP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luciana O. P. Lancha

Graduação em Nutrição e Esporte – USP Mestrado em Bioquímica – UNICAMP Doutorado em Ciências Biomédicas - USP Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luiz Augusto Riani Costa

Graduação em Medicina – UNICAMP

Pós-graduação em Medicina Esportiva e Fisiologia do Exercício – USP

Doutorando em Fisiopatologia – EEFE/HCFMUSP

Diretor Clínico do setor de Cardiologia dos Laboratórios

Diagnósticos da América (DASA)

Fisiologista do Vita

Médico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Marco D. Leme

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Eng. de Alimentos - Instituto Mauá de Tecnologia

Nutricionista do Grupo de DOR - IOT HCFMUSP e da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Patrícia Campos-Ferraz

Graduação em Nutrição – USP

Mestrado em Ciências dos Alimentos – USP

Doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela UNICAMP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Renata C. Sardinha

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo. Nutricionista do Bio Menu Congelados Saudáveis


Rodrigo Ferraz

Graduação em Educação Física - USP

Especialização em Treinamento Desportivo - UNIFESP/EPM

Especialista em Prevenção de Lesão e Treinamento em Pacientes Oncológicos

Preparador Físico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida