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Sobre o blog

Alimentar-se representa muito mais que apenas ingerir carboidratos, lipídios, proteinas, vitaminas e minerais. Significa relação social, afinal as pessoas comemoram, prazer, indulgencia etc. Neste Blog temos por objetivo discutir todas as faces dos nutrientes e como podemos estabelecer uma ingestão alimentar saudável sem abrir mão do prazer. Com isso pretendemos propor a você pequenas mudanças que farão diferenças importantes na sua vida, venha conosco.

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20/03/2010

A páscoa , o chocolate, suas características e sua culpa.

A páscoa, que marca o final da quaresma para os cristãos, é comemorada com alguns símbolos da fertilidade, como o coelho e o ovo. Este último que é comercializado na forma de chocolate é trocado entre pais, filhos, tios, sobrinhos avós, netos namorados etc.

O chocolate, além de sua forma utilizada na páscoa como ovo, apresenta algumas características interessantes.

Quem não conhece a situação de uma ansiedade intensa e a busca incessante por um pedaço de chocolate para tranqüilizar? Esta situação pode parecer uma desculpa para o consumo deste alimento, porém há cerca de dois anos, um grupo de pesquisadores americanos publicou uma matéria científica, na qual demonstrava a presença de uma substância química no chocolate, que teria grande poder de redução da ansiedade. Esta substância, que segundo os pesquisadores, teria uma estrutura química semelhante ao princípio ativo da maconha, provocaria agudamente uma certa tranqüilidade e poderia provocar, cronicamente, a dependência. Evidentemente, a dose desta substância é muitas vezes menor no chocolate.

Outro ponto importante é com relação à composição nutricional do chocolate. Este elixir apresenta grande concentração de carboidratos e o que é pior, grande quantidade de gordura. Este segundo nutriente, importante em nossa alimentação, apresenta grande eficiência quanto à incorporação como gordura corporal. Isto quer dizer que, quando se consome gordura, se engorda muito mais, que quando se consome outro nutriente, como os carboidratos por exemplo. Por esta característica, então, o consumo de chocolate acaba apresentando, como conseqüência, o trauma por parte de seus consumidores.

Neste ponto cabe um esclarecimento, não devemos banir o consumo de chocolate ou de qualquer alimento por ter uma composição rica em gordura. Todo alimento pode ser consumido dentro uma distribuição adequada de nutrientes na alimentação. Isto quer dizer que conhecendo as características dos alimentos, você deve evitar o consumo daqueles que também sejam ricos em gordura ao consumir chocolate, isto diminuirá a disponibilidade de gordura a ser armazenada no organismo.

Para referenciarmos a quantidade média de energia, cerca de 100g de chocolate fornece aproximadamente seiscentas quilocalorias. Esta energia corresponde a percorrer a distância aproximada de dez quilômetros a pé (caminhando ou correndo). Se, eventualmente, você quiser compensar o consumo energético elevado com maior gasto, esta é a equivalência. O gasto em gordura ao percorrer esta distância será maior quão mais moderada for a caminhada ou corrida.

De qualquer forma o chocolate tem seu charme e seu consumo representa também um prazer para muitas pessoas. Não se prive deste prazer, entretanto não esqueça que este alimento continuará existindo, o que significa que você poderá consumi-lo por muito tempo, não precisando ingerir tudo agora.

Consuma um pedacinho do seu ovo de páscoa por dia, conscientemente e sem culpa. Boa páscoa.

Por Luciana O. P. Lancha às 09h57

19/03/2010

Comendo com Emoção!

 

Na busca pela nutricionista a maior parte dos pacientes requer uma mudança no hábito alimentar, seja por uma ordem médica, por uma necessidade estética ou atlética ou simplesmente pela busca da saúde e qualidade de vida.

 

Emagrecer, ganhar massa muscular, equilibrar a dieta, ou seja, mudar de hábitos alimentares requer mudanças de comportamentos:

 

·         mudar horário de alimentação, fracionar as refeições, comer menos ou mais;

·         mudar a maneira de se alimentar (rápido, devagar, em pé, sentado, na frente da TV, e etc.);

·         mudar a qualidade dos alimentos ingeridos (aprender a sentir o paladar de novos alimentos);

·         mudar a maneira de se relacionar com a comida (comer pra saciar ansiedade, comer pra passar o tempo, comer pra esquecer dos problemas e etc);

·          mudar a importância dada ao momento da alimentação (momento de recarregar as energias, de cuidar da saúde, de cuidar do meu corpo e da minha vida e não apenas o momento de matar a fome);

·         mudar a crença que se tem com relação ao alimento ( ex: salada é coisa de mulher, só carne de boi me deixa forte, alimento light é pra doente...)

 

Todo comportamento humano é aprendido, aprendemos quando bebês que se choramos somos alimentados, o comportamento alimentar também é aprendido e por isso pode se modificar. O valor emocional dado ao alimento também passa por um processo de aprendizagem, por exemplo, comer macarrão aos domingos pode trazer satisfação apenas porque esta ação remete a família toda reunida à mesa, e mesmo estando sozinho sacio a necessidade  de estar com os parentes através da comida. Fazemos isso sem perceber, ingerimos alimentos muitas vezes sem valor nutricional algum apenas para matar a necessidade psicológica.

 

Por esta e outras razões existe muita  dificuldade na mudança de comportamento alimentar, o que pode ser percebido em pacientes que não conseguem seguir  a dieta prescrita, comem compulsivamente, comem escondido ou simplesmente deixam de comer.

Nesses casos é importante que se faça um acompanhamento psicológico especializado para a modificação do comportamento alimentar acontecer.

 

Carla Di Pierro CRP 65399

Psicóloga da Nutriaid

Por Carla di Piero às 09h03

15/03/2010

Conhecendo seu máximo esforço e planejando seu treinamento

Quem se propõe a realizar atividade física com o objetivo de ganho de saúde e perda de gordura corporal, além de simplesmente passear ou distrair-se, deve realizar o controle da intensidade de esforço de alguma maneira. O controle da freqüência cardíaca (FC) é uma das melhores formas de se definir a intensidade individual de esforço ideal para que sejam desencadeadas no organismo determinadas respostas específicas, como a perda de gordura ou o condicionamento cardiorespiratório, além de permitir a manutenção do exercício dentro de limites seguros. A forma ideal de se definir as FC de treino é a identificação dos limiares ventilatórios através de um teste ergoespirométrico máximo. Porém, apesar de ser um excelente instrumento diagnóstico, este exame ainda continua distante das possibilidades de um grande número de pessoas. Assim, é importante conhecer outras maneiras de se identificar a FC de treino recomendada para cada indivíduo.

Estudos demonstram que pessoas com características semelhantes apresentam os limiares de treinamento em uma proporção mais ou menos constante de sua capacidade máxima de esforço. Como exemplo, indivíduos sedentários, obesos, hipertensos e cardiopatas apresentam o primeiro limiar em torno de 50% da FC máxima e o segundo limiar em torno 70% da FC máxima enquanto que indivíduos saudáveis e treinados apresentam o primeiro limiar em torno de 60% até 70% de seu máximo esforço e o segundo limiar entre 80 e 90% da FC máxima. Dessa forma, foram desenvolvidas fórmulas capazes de estimar a capacidade máxima de um indivíduo, ou FC max, o ponto de partida indispensável para que sejam então utilizadas as equações específicas que definem as intensidades submáximas a serem desenvolvidas durante o programa de treinamento, de acordo com as características da cada indivíduo.

A fórmula clássica mais utilizada ainda nos dias de hoje para o cálculo da FC max é a fórmula de Karvonen, que sugere ser a FC máxima de um indivíduo igual a 220-idade. O surgimento dessa fórmula foi muito importante pois criou um parâmetro de controle da intensidade de exercício e disseminou o conceito de que a FC diminui com a idade, mas a experiência mostrou apresentar limitações, especialmente para os extremos de idade ou de condicionamento, pois subestima a FC máxima de idosos e de indivíduos bem treinados e superestima em crianças e indivíduos muito descondicionados. Dessa forma, novas fórmulas foram desenvolvidas e estão sendo estudadas e testadas na tentativa de se encontrar uma opção mais eficiente, capaz de substituir a fórmula clássica. Aqui estão algumas opções para que você possa encontrar a sua FC máxima.

FC Máxima segundo Gellish = 207 - (0,7 x idade)

FC Máxima segundo Tanaka = 208 - (0,7 x idade)

FC Máxima segundo Londeree = 206 - (0,7 x idade)

FC Máxima segundo Jones = 210 - (0,65 x idade)

Em uma próxima oportunidade discutiremos as equações existentes para definição dos limiares a partir da FC máxima e também como podemos identificar os limiares ventilatórios através da ergoespirometria, essa sim a mais sensível e específica ferramenta para prescrição de treinamento individualizado. O importante é utilizar o que for disponível para iniciar um programa de exercícios e buscar, a cada dia, aprimorar a prescrição. Assim, apesar de o uso de fórmulas e equações não ser a forma ideal de prescrição, representa uma opção para iniciar o trabalho em indivíduos saudáveis, promovendo respostas mais eficientes segundo os objeticos do programa de treinamento, seja ele a perda de gordura ou o ganho de condicionamento, ou ambos! Mas lembre-se que devemos buscar evoluir sempre, realizando assim que possível um exame mais detalhado, como o teste de esforço.

Aguardem por novidades! Continuem buscando por informações e aprimorando continuamente seu programa de dieta e exercícios . . .

Obrigado e um grande abraço,

Luiz Augusto Riani Costa.

Por Luiz Augusto Riani Costa às 18h28

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Sobre os autores

Ana Carolina Garcia

Graduação em Nutrição - USP, especialista em Nutrição Aplicada ao Exercício Físico pela Escola de EEFE - USP e especialista em Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo IMeN. Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Antonio Herbert Lancha Jr.

Graduação em Educação Física – USP Especialização em Fisiologia do Exercício – UNESP Mestrado e Doutorado em Nutrição Experimental – USP Pós- Doutorado em Medicina Interna – Washington University Professor Titular de Nutrição Aplicada à Atividade Física – USP Coordenador do Grupo de Nutrição do Vita Diretor da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Camila Freitas

Graduação em Nutrição - USP

Pós-Graduação em Gastronomia

Responsável pela área de nutrição das academias Reebok (SP)

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Carla di Pierro

Graduação em Psicologia - PUC SP

Especialização em Psicologia do Esporte - Instituto Sedes Sapientiae

Especialização em Clínica Analítico Comportamental - Núcleo Paradigma

Aprimoramento em Terapia Comportamental Cognitiva - Amban HCFMUSP

Psicóloga da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Desire F. Coelho

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Esporte - USP

Mestrado em Educação Física - USP

Doutoranda pelo Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Aprimorando em Transtorno Alimentar pelo AMBULIM HC-FMUSP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luciana O. P. Lancha

Graduação em Nutrição e Esporte – USP Mestrado em Bioquímica – UNICAMP Doutorado em Ciências Biomédicas - USP Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luiz Augusto Riani Costa

Graduação em Medicina – UNICAMP

Pós-graduação em Medicina Esportiva e Fisiologia do Exercício – USP

Doutorando em Fisiopatologia – EEFE/HCFMUSP

Diretor Clínico do setor de Cardiologia dos Laboratórios

Diagnósticos da América (DASA)

Fisiologista do Vita

Médico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Marco D. Leme

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Eng. de Alimentos - Instituto Mauá de Tecnologia

Nutricionista do Grupo de DOR - IOT HCFMUSP e da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Patrícia Campos-Ferraz

Graduação em Nutrição – USP

Mestrado em Ciências dos Alimentos – USP

Doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela UNICAMP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Renata C. Sardinha

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo. Nutricionista do Bio Menu Congelados Saudáveis


Rodrigo Ferraz

Graduação em Educação Física - USP

Especialização em Treinamento Desportivo - UNIFESP/EPM

Especialista em Prevenção de Lesão e Treinamento em Pacientes Oncológicos

Preparador Físico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida