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Sobre o blog

Alimentar-se representa muito mais que apenas ingerir carboidratos, lipídios, proteinas, vitaminas e minerais. Significa relação social, afinal as pessoas comemoram, prazer, indulgencia etc. Neste Blog temos por objetivo discutir todas as faces dos nutrientes e como podemos estabelecer uma ingestão alimentar saudável sem abrir mão do prazer. Com isso pretendemos propor a você pequenas mudanças que farão diferenças importantes na sua vida, venha conosco.

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11/03/2010

Chá verde x sistema imune

 

O chá verde é largamente consumido pelos orientais há milhares de anos. A sabedoria popular lhe atribui efeitos benéficos como melhora da saúde, emagrecimento, doenças cardiovasculares, etc, muitos deles não comprovados. O chá verde é rico em bioflavonóides, entre eles a catequina e tanino, também contém magnésio e ácido fólico. Cientificamente falando, alguns trabalhos comprovam que o chá verde (Camellia sinensis), também conhecido como banchá, tem efeitos benéficos sobre o sistema imune.

Um estudo feito em 2007 pela Universidade da Florida onde sujeitos saudáveis consumiram tanto extrato de chá verde em cápsulas como placebo por 12 semanas mostrou que os que consumiram o extrato tiveram 32% menos sintomas de gripe e resfriados que o grupo controle, 23% menos relatos de mal estar com menos de 2 dias de duração e suas células do sistema imune (células T) apresentaram proliferação 28% maior e secreção de interleucinas 26% maior que sujeitos consumindo placebo.

A conclusão desse estudo foi que essa forma de administração do chá verde foi eficaz em prevenir sintomas de resfriados e gripes nesse grupo e de aumentar a proliferação das células T do sistema imune.

 

Para saber mais:

Rowe CA et al. Specific Formulation of Camellia sinensis Prevents Cold

and Flu Symptoms and Enhances T Cell Function: A Randomized, Double-Blind, Placebo-Controlled Study.

Journal of the American College of Nutrition, Vol. 26 No. 5, 445–452 (2007)

 

 

Patrícia Campos, PhD

Nutricionista

CRN/3-5160

Por Patrícia L. C. Ferraz às 21h16

08/03/2010

Câncer e atividade física. É possível uni-los?

Na última década, publicações de pesquisas científicas têm demonstrado que algumas certezas sobre o treinamento físico durante o tratamento do câncer são apenas mitos. Como sabemos, a definição de mito é, entre outras, um relato simbólico, passado de geração em geração dentro de um grupo.   Portanto, devemos sair do simbolismo e aceitar a ciência.

O maior simbolismo criado é o fato de que o paciente que está em tratamento quimioterápico passa por um stress físico muito intenso. Portanto, fazer atividade física vai gerar mais stress que, por sua vez, vai debilitar mais ainda o paciente. Esta é uma visão muito limitada e genérica do fato. É claro que um paciente em um quadro extremo de catabolismo não deve fazer atividade física e que critérios devem ser criados para a prescrição de exercícios.

No que a atividade física pode ajudar no tratamento?  Numa adaptação para agüentar mais stress vindo de futuras atividades. Como por exemplo, a maior tolerância a acidose, a dor, o ganho de massa muscular e da capacidade de oxigenação sanguínea, aumento da produção de hormônios que regulam a ansiedade e depressão, produção de substâncias antiinflamatórias e muitas outras adaptações que visam sempre à melhora do desempenho físico. Isso significa que pacientes que treinam durante o tratamento quimioterápico sentem menos os seus efeitos colaterais.

Fatores psicológicos também contribuem muito para a indicação de exercícios. Imaginem a satisfação de um paciente que passa os dias deitado com náuseas perdendo massa muscular, cabelo e o mais importante que é a vontade de viver, poder completar uma simples caminhada de dez minutos ou uma série de exercícios, por mais simples que eles possam ser. Ao terminar uma tarefa física, este paciente vai experimentar uma sensação que há tempos não sentia, que é a de poder completar uma tarefa na vida.

O que deve ser observado com muita atenção são a intensidade e volume do treinamento. Se a dose for errada, podemos sim debilitar mais a pessoa e caso a tarefa não se conclua, aumentamos a sensação de fracasso nele.

Critérios para indicação e liberação á prática de exercícios e o total controle das variáveis de um treinamento são de extrema importância, para isso é necessário uma equipe de suporte muito bem capacitada, desde o médico oncologista, passando pelo preparador físico, enfermeiro, nutricionista e psicólogo.

Atividade física durante o tratamento do câncer já é uma realidade em vários centros oncológicos do mundo e em pouco tempo fará parte do tratamento.

Ao longo dos meus textos explicarei de maneira simples os benefícios específicos do treinamento pontuando melhor as adaptações geradas.

Rodrigo Ferraz

Por Rodrigo Ferraz às 19h10

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Sobre os autores

Ana Carolina Garcia

Graduação em Nutrição - USP, especialista em Nutrição Aplicada ao Exercício Físico pela Escola de EEFE - USP e especialista em Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo IMeN. Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Antonio Herbert Lancha Jr.

Graduação em Educação Física – USP Especialização em Fisiologia do Exercício – UNESP Mestrado e Doutorado em Nutrição Experimental – USP Pós- Doutorado em Medicina Interna – Washington University Professor Titular de Nutrição Aplicada à Atividade Física – USP Coordenador do Grupo de Nutrição do Vita Diretor da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Camila Freitas

Graduação em Nutrição - USP

Pós-Graduação em Gastronomia

Responsável pela área de nutrição das academias Reebok (SP)

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Carla di Pierro

Graduação em Psicologia - PUC SP

Especialização em Psicologia do Esporte - Instituto Sedes Sapientiae

Especialização em Clínica Analítico Comportamental - Núcleo Paradigma

Aprimoramento em Terapia Comportamental Cognitiva - Amban HCFMUSP

Psicóloga da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Desire F. Coelho

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Esporte - USP

Mestrado em Educação Física - USP

Doutoranda pelo Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Aprimorando em Transtorno Alimentar pelo AMBULIM HC-FMUSP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luciana O. P. Lancha

Graduação em Nutrição e Esporte – USP Mestrado em Bioquímica – UNICAMP Doutorado em Ciências Biomédicas - USP Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luiz Augusto Riani Costa

Graduação em Medicina – UNICAMP

Pós-graduação em Medicina Esportiva e Fisiologia do Exercício – USP

Doutorando em Fisiopatologia – EEFE/HCFMUSP

Diretor Clínico do setor de Cardiologia dos Laboratórios

Diagnósticos da América (DASA)

Fisiologista do Vita

Médico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Marco D. Leme

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Eng. de Alimentos - Instituto Mauá de Tecnologia

Nutricionista do Grupo de DOR - IOT HCFMUSP e da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Patrícia Campos-Ferraz

Graduação em Nutrição – USP

Mestrado em Ciências dos Alimentos – USP

Doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela UNICAMP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Renata C. Sardinha

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo. Nutricionista do Bio Menu Congelados Saudáveis


Rodrigo Ferraz

Graduação em Educação Física - USP

Especialização em Treinamento Desportivo - UNIFESP/EPM

Especialista em Prevenção de Lesão e Treinamento em Pacientes Oncológicos

Preparador Físico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida