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Sobre o blog

Alimentar-se representa muito mais que apenas ingerir carboidratos, lipídios, proteinas, vitaminas e minerais. Significa relação social, afinal as pessoas comemoram, prazer, indulgencia etc. Neste Blog temos por objetivo discutir todas as faces dos nutrientes e como podemos estabelecer uma ingestão alimentar saudável sem abrir mão do prazer. Com isso pretendemos propor a você pequenas mudanças que farão diferenças importantes na sua vida, venha conosco.

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Histórico

21/01/2013

Redes Sociais x Qualidade de Vida

Leia a minha opinião sobre utilização de redes sociais visando ganho de qualidade de vida:

http://tecnologia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/01/18/no-instagram-usuarios-criam-grupo-de-apoio-para-emagrecer-e-manter-a-forma.htm

 

Abs,

 

 

Por Marco D. Leme às 11h50

19/12/2012

Rotulagem sem padrão

Tem sido comum em conversas com amigos e pacientes, verificar a dificuldade que muitos encontram ao ler tabelas nutricionais. Além dos nutrientes que constam na tabela padrão como carboidratos, proteínas, gorduras, fibra e sódio, muitas vezes as tabelas apresentam inúmeras vitaminas e minerais.

Mas a duvida maior tem sido sobre o tamanho porção. Muitas vezes as empresas não seguem o padrão da ANVISA e pode ocorrer de um mesmo alimento (ex: achocolatado) ter porções que podem variar de 15-30g, confundindo muito o consumidor.

Quando isso acontece, as pessoas tendem a comparar a tabela de um alimento diretamente com a de outro, não levando em consideração o tamanho da porção.

Para não errarmos, o ideal seria sempre comparar 100g de alimento.

 

Boas festas!!!

 

 

 

Por Marco D. Leme às 18h52

06/12/2012

De olho nos equipamentos e conduta dos nutricionistas.

O Conselho Regional de Nutricionistas (CRN-3) divulgou um parecer alertando a categoria sobre o uso dos equipamentos e aparelhos durante o atendimento nutricional. Onde estes devem estar devidamente calibrados e regularizados de acordo com a determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e órgãos responsáveis.

A Resolução RDC n°185, de 33 de outubro de 2001, discute sobre o registro, alteração, revalidação e cancelamento de registro de produtos médicos na ANVISA.

Sendo assim:

  • Os equipamentos que não forem aprovados por este órgão não deverão ser utilizados nos atendimentos.
  • Só podem ser utilizados equipamentos e aparelhos que sejam privativos da categoria, não podendo ser utilizado outros instrumentos que não advenham de sua área.
  • Tais instrumentos devem ser utilizados apenas para realizar o diagnóstico nutricional e nunca diagnóstico clinico que é de competência da área médica.  Como por exemplo, diagnósticos de:

- Intolerâncias alimentares de qualquer natureza (doença celíaca, intolerância ao glúten e ou lactose e outros.

- Hipertensão ou pressão alta.

- Diabetes e hiperglicemia.

- Dislipidemia e outros

Desta forma o papel do nutricionista é encaminhar os indivíduos sob sua responsabilidade profissional, paciente, aos profissionais habilitados, quando identificar que as atividades demandadas para a respectiva assistência fujam às suas atribuições. Assim evitando que este profissional execute atos danosos aos indivíduos e à coletividade sob sua responsabilidade profissional, que possam ser caracterizados como imprudência ou negligência;

 

Referências:

http://www.anvisa.gov.br/legis/resol/2001/185_01rdc.htm

http://www.crn9.org.br/uploads/file/res334.pdf

http://www.crn3.org.br/legislacao/pareceres_det.php?cod=21

 

Por Renata às 15h49

26/11/2012

Pra quem se interessa por Psicologia do Esporte

Em Janeiro de 2013 haverá um Curso de Férias sobre Psicologia do Esporte do Núcleo Paradigma em São Paulo para profissionais , estudantes de psicologia, educação física e nutrição e curiosos de qualquer área correlacionada com o esporte:

 

 

e em Fevereiro de 2013 inicia mais uma turma de Especialização em Psicologia do Esporte,

curso voltado para psicólogos, professores de educação física, nutricionistas do esporte e profissionais da área esportiva:

 

 

Por Carla di Piero às 19h08

18/11/2012

Musculação e emagrecimento

Problema muito discutido neste blog, o excesso de peso, especificamente o de gordura, aumenta o risco de doenças crônicas e de morte prematura. O aumento da atividade física é uma estratégia muito recomendada para aqueles que procuram efetivamente reduzir e gerenciar o peso corporal.

Tradicionalmente as recomendações para a perda de peso concentraram-se em atividades do tipo aeróbicas, como caminhada, ciclismo, natação e similares, que tendem a resultar em um gasto calórico significativo durante a sessão de exercícios. Estudos sugerem que exercícios de força (musculação) desempenham um papel importante em um programa emagrecimento. Desta forma, em artigo recem publicado, pesquisadores americanos da Universidade de Medicina da Carolina do Sul discutem os programas de emagrecimento que englobam o treinamento aeróbico e os exercícos de força. Estas são algumas conclusões que eles chegaram:

Exercícios aeróbicos estão associados a uma variedade de benefícios para a saúde e são componentes essenciais em um programa de emagrecimento. Para a otimização da perda de peso, os adultos devem realizar atividades físicas de intensidade moderada durante uma hora diariamente.

Exercícios de força promovem aumento de massa e força muscular. Estratégias de emagrecimento que contemplem uma dieta hipocalórica, exercícios aeróbicos, e de força são as melhores para reduzir gordura corporal atenuando as diminuições de massa muscular e da taxa metabólica basal, fato recorrente quando existe perda de peso.

Resumindo: a musculação não engorda e pode ser uma ótima aliada no emagrecimento.  

Abraços e bons treinos

Rodrigo Ferraz

Para saber mais: Exercise as a Management Strategy for the Overweight and Obese: Where Does Resistance Exercise Fit in? Sword, David O. PT, DPT, CSCS. Strength & Conditioning Journal:  October 2012 - Volume 34 - Issue 5 - p 47–55.

http://journals.lww.com/nsca-scj/Fulltext/2012/10000/Exercise_as_a_Management_Strategy_for_the.7.aspx

 

Por Rodrigo Ferraz às 11h34

12/11/2012

Vegetarianismo - Parecer CRN3

O Conselho Regional de Nutricionistas – 3ª Região divulga o resultado das discussões sobre Vegetarianismo, quando profissionais analisaram as questões nutricionais, sociais e culturais inerentes ao tema.

 

Considerações de destaque:

– os seres humanos são animais onívoros que podem consumir tanto os produtos de origem animal como vegetal. Por sua natureza biológica, o homem pode comer o que quiser. As vicissitudes ambientais, associadas à pulsão de vida vêm determinando as alterações evolutivas nos costumes alimentares;

– vegetariano é aquele que exclui de sua alimentação todos os tipos de carne, aves e peixes e seus derivados, podendo ou não utilizar laticínios ou ovos;

– a alimentação vegetariana é praticada, atualmente, por diversas razões - científicas, ambientais, religiosas, filosóficas, éticas. Estudos científicos demonstram que é possível atingir o equilíbrio e a adequação nutricional com dietas vegetarianas- ovolactovegetarianas, lactovegetarianas, ovovegetarianas e até veganas, desde que bem planejadas e, se necessário, suplementadas;

– a dieta vegetariana estrita (vegana) não apresenta fontes nutricionais de vitamina B12, que deve ser fornecida por meio de alimentos fortificados ou suplementos. Os elementos que exigem maior atenção na alimentação do ovolactovegetariano são: ferro, zinco e ômega-3. Na dieta vegetariana estrita deve haver atenção, além de vitamina B12, para cálcio e proteína;

 

O CRN-3 RECOMENDA:

1) Qualquer dieta mal planejada, vegetariana ou onívora, pode ser prejudicial à saúde, levando a deficiências nutricionais.

2) As dietas vegetarianas, quando atendem às necessidades nutricionais individuais, podem promover o crescimento, desenvolvimento e manutenção adequados e podem ser adotadas em qualquer ciclo de vida.

3) Indivíduos com distúrbios alimentares (anorexia nervosa, bulimia, ortorexia e outros), em algum momento da evolução da doença, estão sujeitos a adotar dietas restritivas de qualquer tipo, vegetarianas ou não e devem ser avaliados nesse contexto.

4) A adequação nutricional da dieta vegetariana estrita (vegana) é mais difícil de atingir e exige planejamento e orientação alimentar cuidadosos, incluindo suplementação específica.

 

Fonte: http://www.crn3.org.br/legislacao/doc_pareceres/parecer_vegetarianismo_final.pdf

Postado por Camila Freitas

Por Marco D. Leme às 14h18

06/11/2012

Dietas anti-inflamatórias existem?

Por vezes ouvimos falar em dietas desintoxicantes, antienvelhecimento e, mais recentemente anti-inflamatória.  Os nomes utilizados aparecem de diversas formas, porém pouca consistência científica encontramos para referendar as famosas dietas. Chega a ser curioso chamar uma dieta de desintoxicante, pois a intoxicação alimentar é grave e por vezes requer internação hospitalar sob o risco de levar o acometido a óbito.

Pois bem, passamos a investigar em nosso laboratório uma dieta denominada de anti-inflamatória. Nela comparamos as concentrações de carboidratos, fibras e outros elementos que poderiam provocar essas mudanças como é proposto na dieta. Testamos isso com todo rigor científico necessário utilizando marcadores de inflamação circulante como Fator de Necrose Tumoral alfa (TNF-a), Interleucina 6 e interleucina 10.

O resultado bastante interessante é que a dieta não interferiu nas respostas inflamatórias ou anti-inflamatórias dos voluntários. Isso demonstra que a dieta, isoladamente não possui este efeito. Cabe ressaltar que os efeitos inflamatórios são comprovados como consequência do aumento de gordura visceral (a famosa barriga dura) na composição corporal. Assim uma alimentação rica em gordura ou consumo regular de álcool, que propicia este aumento de gordura corporal, terá como consequência maior resposta inflamatória.

Abaixo estão os gráficos da pesquisa. O grupo HIGH significa alto teor de fibras e antioxidantes e baixo carboidrato, o MID significa médio teor de fibras e antioxidantes e médio em carboidrato e o LOW baixo teor de fibras e antioxidantes e alto em carboidratos. Não encontramos diferenças entre os grupos.

 

Por Antonio Herbert Lancha Jr. às 20h38

30/10/2012

Alimentos termogênicos

Os alimentos termogênicos são aqueles que apresentam um maior nível de dificuldade em ser digeridos pelo organismo, fazendo com que esse consuma maior quantidade de energia e caloria para realizar a digestão. É necessário ressaltar que todos os alimentos gastam energia para serem digeridos, tendo a capacidade de aumentar a temperatura corporal e acelerar o metabolismo, acrescendo a queima de gordura. Porém existem alguns que se destacam mais que os outros, pois induzem o metabolismo a trabalhar com ritmo acelerado, gastando assim, mais calorias, sendo estes classificados como termogênicos.

Entretano é importante destacar que para a perda de peso o ideal é adoção de uma alimentação balanceada, junto a pratica de exercícios físicos, podendo-se usar como alidado os alimentos termogênicos para beneficiar ainda mais esta perda de peso.

Os alimentos termogênicos devem ser consumidos com o acompanhamento de nutricionistas, que determinarão, segundo as características de cada indivíduo, a quantidade correta para serem ingeridos.

Importante lembrar que o consumo desses alimentos não deve ser feito no período noturno para não prejudicar o sono. Além disso, sabe-se que a quantidade de cada alimento é individual e deve ser feita sob orientação profissional. O exagero na ingestão de alguns desses alimentos pode levar ao surgimento de sintomas como dor de cabeça, tontura, insônia e problemas gastrointestinais.

Hipertensos e indivíduos com problemas cardíacos e de tireóide devem ter cuidados aumentados, pois alguns desses alimentos fazem o coração trabalhar mais rápido, influenciando o metabolismo.

Alimentos pertencentes ao grupo dos termogênicos:

 

Pimenta vermelha

Mostarda

Gengibre

Vinagre de maçã

Acelga

Aspargos

Couve

Brócolis

Laranja

Kiwi

Cafeína

Guaraná

Linhaça

Gorduras vegetais

Produtos derivados

 

Escrito por Renata Sardinha

 

Referencias:

Westerterp KR, Wilson SAJ, Rolland V. Diet induced thermogenesis measured over

24h in a respiration chamber: effect of diet composition. J Obes Relat Metab Disord

1999;23:287-292.

Lamarão, R. C., Fialho, E. Aspectos funcionais das catequinas do chá verde no

metabolismo celular e sua relação com a redução da gordura corporal. Revista de

Nutrição, Campinas, 22(2):257-269, mar./abr., 2009

Bianco, A. C. Hormônios Tireóideos, UCPs e Termogênese. Arq Bras Endocrinol Metab vol.44 no.4 São Paulo Aug. 2000.

 

Kristel Diepvens, Klaas R. Westerterp, and Margriet S. Westerterp-Plantenga. Obesity and thermogenesis related to the consumption of caffeine, ephedrine, capsaicin, and green tea. AJP-Regul Integr Comp Physiol • VOL 292: R78, 2007.]

 

Diepvens K.; Westerterp, K.R.; Westerterp-Platenga, M.S. Obesity and thermogenesis related to the comsuption of caffeine, ephedrine, capsaicin, and green tea. American Journal of Physiology Regulatory Integrative and Comparative Physiology, vol 292:77- 85. Jan. 2007.

Por Marco D. Leme às 10h40

21/10/2012

Saúde dos ossos

Muitos estudos têm visado à relação entre saúde óssea, exercício físico e o uso de medicamentos para tratamento de osteoporose. Foi demonstrado que a maioria dos medicamentos utilizados no tratamento de osteoporose age na redução da ação de reabsorção do tecido ósseo e não na formação de tecido ósseo.

A melhora na densidade mineral óssea produzida com medicamento e com exercício físicos é praticamente a mesma, o que muda então? Porque indicar a atividade física ao invés de usar o medicamento já que ambos promovem a mesma melhora na densidade mineral óssea? A atividade física, apesar de promover a mesma melhora na densidade óssea, promove aumento de força óssea contra a fratura maior que o medicamento. Isto é, com o exercício físico a quantidade de força necessária para promover a fratura do osso é muito maior do que se utilizando o medicamento. Isto provavelmente ocorre porque a força mecânica decorrente do exercício físico estimula formação óssea de maneira mais apropriada, mais distribuída e com melhor arquitetura. Na figura abaixo podemos observar a comparação entre a perna exercitada (coluna branca) e a não exercitada (coluna com riscos). Embora a perna exercitada não tenha aumentado significativamente a massa (colunas BMC) e densidade óssea (colunas BMD), o ganho de força (Fu) e a resistência à fratura (U) aumentaram muito.

Além disto, a atividade física na infância promove maior densidade mineral óssea, na fase adulta e auxilia a manutenção desta densidade e no envelhecimento retardando a redução da densidade mineral óssea.

 

Turner, Exerc Spor Sci Rev, 2003, 31: 45.

Por Luciana O. P. Lancha às 07h40

18/10/2012

Pressão no esporte: como enfrentar?

O esporte de alto rendimento, tem no nome seu objetivo: rendimento. O atleta e sua equipe precisam render vitórias, quebra de recordes, emoção para sua torcida e visibilidade para seu patrocinador, e a performance do atleta é a única capaz de realizar tudo isso.

 

As cobranças pelo resultado são muitas e vêm de diferentes fontes desde o treinador, a torcida, o clube, os dirigentes, o patrocinador até a família. Mas muitas vezes a maior cobrança vem do próprio atleta, que quer com todas as forças ser o melhor, que persegue obsessivamente o acerto e a perfeição e doa sua juventude para isso.

 

Sim, os atletas são jovens, na maioria das vezes começam crianças, e na adolescência estão completamente envolvidos nas idas e vindas dos treinos, na alimentação regrada e no sono contado. Viajam, mas para competir e relaxam num único day off, que às vezes acontece mensalmente, mas na maioria dos casos descanso mesmo é nas férias (uma semana no ano está bom?) antes da pré-temporada, momento que começa a preparação para o início de mais um ano em busca por resultados melhores.

 

Após investir toda a adolescência, fase de transição na nossa cultura para preparar melhor a criança para enfrentar as responsabilidades da vida adulta, o atleta chega a categoria profissional. É quando a cobrança aumenta. Já que ele é adulto e profissional, deve estar preparado para enfrentar qualquer adversário, obstáculo ou pressão de onde vier, certo?

 

Sim e não, eu explico. Sim, porque o atleta profissional deve ter a habilidade de lidar com pressão, esta habilidade é determinante para que ele possa colocar em prática sua técnica na hora da competição, para equilibrar seus ânimos quando é exigido pela torcida ou quando é desafiado pelos seus adversários e para lidar com a dor e cansaço promovidos pela dura rotina de treinamento.

 

E não, porque o atleta, apesar de ser exigido como alguém que deve estar preparado para tudo o que vier não é uma máquina de resultados, é uma pessoa que tem uma história, e que dedicou boa parte dela ao esporte.

 

A maioria desconhece a rotina do atleta de alto rendimento pois o que mais aparece ao público em geral são apenas algumas das consequências da alta performance: fama, vitória e sucesso. Por traz destes resultados há  também fracassos, tentativas e erros, e um processo longo, desenhado através de uma história que começou a ser escrita quando ele foi concebido e mais tarde quando a criança ou o adolescente escolhe por uma modalidade esportiva, ou quando escolhem por ele, já que na maior parte das vezes a escolha dos pais e o apoio deles é decisivo para que ele se torne um atleta.

 

É partir do momento da escolha pela vida de atleta que a criança e o adolescente se envolve com uma vida diferente dos colegas, mais restrita aos treinos e ao ambiente da modalidade escolhida e abdica de uma vida social “normal”.

 

Para qualquer pessoa desenvolver qualquer habilidade ela precisa de treino, e isso é uma das coisas que difere as pessoas comuns dos atletas.  Além do que chamam de talento, os atletas precisam  treinar duro e por isso treinam muito desde cedo e isso os faz diferente. Mas o treino físico desenvolve a habilidades físicas, e o treino técnico as habilidades técnicas, e o que desenvolve a habilidade de enfrentar pressão? E de solucionar problemas?

 

Para enfrentar pressão precisamos lidar com os sentimentos e as emoções que ela provoca, pensar, raciocinar e decidir como enfrentá-la e isso também precisa de treino.

 

 

A resolução de um problema não se dá apenas através do pensamento ou raciocínio internamente, ela é um processo, e ocorre a partir de uma aprendizagem. Aquilo que aprendo em uma situação anterior posso usar, em parte, o que funcionou para resolver um novo problema. Sendo assim a resolução de problemas não é interna e nem aleatória , ela depende de uma história de aprendizado do atleta, ninguém neste caso pode fazer por ele.

 

Muitas vezes focados no treino físico, técnico e tático, o atleta pouco desenvolve e pratica suas habilidades psicológicas e sociais. Ele tem pouco tempo para gastar com este aprendizado que só acontece quando ele se expõe nas relações com o mundo, quando precisa decidir, opinar, quando precisa se relacionar e olhar para si mesmo. Por quê gastar tempo com isso se ele pode treinar?

 

Porque observar sensações e sentimentos e saber o que fazer com eles, é treinar auto-conhecimento, é um treino para a vida. Quanto mais o atleta se conhece, mas sabe o que quer de verdade e aonde quer chegar, mesmo que isto custe abdicar de algumas coisas. E treinar como resolver problemas é ganhar autonomia emocional, é ter liberdade de escolha, ter opinião e força para tomar decisões e enfrentar a cobrança venha de onde vier.

 

Esta não é uma lição de casa apenas para os atletas mas para  todos envolvidos com o esporte que  acompanham atletas no dia-a-dia e o ajudam na construção desta história. São estas pessoas envolvidas no desenvolvimento do atleta os maiores facilitadores desta aprendizagem, mas para que aconteça precisam estar abertos à ela.


Carla Di Pierro - Psicóloga do esporte

www.carladipierro.com.br

Por Carla di Piero às 21h38

09/10/2012

Fadiga física não é preguiça!

A fadiga física é considerada um processo que envolve vários fatores que diminuem o desempenho esportivo, sendo definida como uma redução na capacidade de produção de força e/ou energia. É importante destacar que o nível de fadiga depende do tipo de exercício, duração, intensidade, nível de treinamento e condições ambientais.

Sugerida por muitos autores, como um mecanismo de defesa contra possíveis efeitos deletérios em determinadas funções orgânicas e celulares, a fadiga tem a função de proteger a integridade das fibras musculares. Antes que ocorram lesões irreversíveis, o músculo entra em fadiga.

Aprenda a respeitar os limites de  seu corpo. Não confunda os sintomas de uma fadiga com preguiça. Muitas vezes ultrapassamos os limites biológicos de nosso corpo por não respeitar estes sinais. Exercitar-se de forma correta é a melhor forma de acelerar os resultados, evitar lesões e manter a aderência ao programa de treinamento.

Fadiga não é preguiça.

Abraços e bons treinos

Rodrigo Ferraz

Por Rodrigo Ferraz às 19h06

01/10/2012

O Mito do Queijo Branco

É muito comum ouvirmos que o queijo branco pode ser consumido indiscriminadamente ou sem muita preocupação com sua quantidade de gordura. Esse queijo, na maioria das vezes possui uma quantidade de gordura de aproximadamente 20%. Isso significa que a cada 100g de queijo branco, 20g são de gordura.

O queijo prato possui aproximadamente 30% de gordura, quantidade 1.5 vez maior que o queijo branco. Imagino que daí é que acontece o erro de algumas pessoas recomendarem o consumo do queijo branco ao invés de queijos amarelos.

 

 

A realidade é que tudo depende da quantidade ingerida, que no caso do queijo branco, pela impossibilidade de cortamos 1 fatia fina ou em máquina, normalmente acaba sendo maior que quantidade de 1 queijo amarelo. Uma fatia cortada em máquina de queijo tem aproximadamente 10g, sendo 2 fatias mais que suficientes para fazermos um sanduíche. Já com o queijo branco, a quantidade suficiente para 1 sanduíche, quase sempre ultrapassa 40g.

Para facilitar, seguem as contas:

 

20 g de queijo prato = 20 x 0,3 = 6 g de gordura

 

40g de queijo branco = 40 x 0,2 = 8 g de gordura

 

Tanto o queijo branco quanto queijos amarelos, se ingeridos em grande quantidade ou com certa freqüência, podem ser prejudiciais à saúde. As melhores opções são coalhada, queijo cottage, requeijão, ricota e cream cheese, todos na versão light (atenção: a quantidade de gordura poder variar até 70% entre marcas).

 

Por Marco D. Leme às 09h52

27/09/2012

Equipe Bio Menu no Fantástico x Ronaldo Fenômeno

Para quem acha impossível o Ronaldo Fenômeno emagrecer, acompanhe todo domingo no Fantástico ou às terças-feiras às 20h30min no GNT o programa Medida Certa. A equipe do Bio Menu coordenada pelo Dr. Lancha Jr. realizou exames médicos e já deu início ao acompanhamento nutricional do Fenômeno.

 

Acampanhe o programa e envie suas dúvidas para nossa equipe.

Link para o programa do domingo passado:

http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1681794-15605,00-COM+QUILOS+E+DE+CINTURA+RONALDO+COMECA+O+MEDIDA+CERTA.html

 

Link para a programação do GNT, aonde é possível assistir a reprise do Medida Certa todos os dias: http://gnt.globo.com/Programacao/#0

 

 

Por Marco D. Leme às 13h43

25/09/2012

Ingestão de álcool e gordura visceral

 

A gordura visceral, aquela conhecida popularmente como barriga dura, apresenta intima relação coma ingestão regular de álcool.

Essa localização da gordura em nosso corpo esta associada com o aumento da pressão arterial, colesterol, diabetes, alguns tipos de câncer alem das disfunções sexuais.

Em um elegante estudo conduzido na cidade do Porto, pesquisadores publicaram no periódico científico European Journal of Clinical Nutrition em Julho deste ano, comparando consumidores de 60 gramas de álcool dia (equivale a aproximadamente 150 ml de destilados, 428 ml de vinho ou 866 ml de cerveja) contra não etilistas.

O resultado demonstrou que a população consumidora de álcool possui maior probabilidade de desenvolvimento de gordura visceral comparados aos nãos etilistas. Outro ponto relevante do estudo foi que a ingestão maior que 30 gramas por dia em mulheres aumentar a predisposição à obesidade.

Com isso podemos supor que os benefícios sociais e eventualmente fisiológicos do consumo de bebidas alcoólicas podem ser fortemente comprometidos pela ingestão regular, à elevada dose e aos anos de consumo podendo agregar a este habito mais perdas que ganhos.

Para mais informações leiam:
The effect of current and lifetime alcohol consumption on overall and central obesity.
European Journal of Clinical Nutrition 66, 813-818, July 2012.

A imagem abaixo demonstra o local de deposição da gordura visceral (em branco). Imagem obtida para estudo do nosso grupo, realizada pela Dra.Luciana Baptista, Hospital Nove de Julho, São Paulo.

 
 
Postado por: Antonio Herbert Lancha Jr

Por Marco D. Leme às 10h15

20/09/2012

Parecer do CRN-3 - Restrição ao consumo do leite

INTRODUÇÃO

O Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região (SP, MS), no cumprimento de suas atribuições de orientar e disciplinar a prática profissional dos nutricionistas inscritos, emite parecer sobre a restrição ao consumo de leite. Este parecer foi construído com base no encontro com especialistas promovido no Projeto Ponto e Contraponto e divulga os pontos acordados que devem subsidiar a prescrição dietética do nutricionista. 

O CRN-3 ESCLARECE E ORIENTA:

1)   O leite de vaca e de outras espécies animais são excelentes fontes de nutrientes e podem fazer parte de uma dieta normal de indivíduos em todas as fases do desenvolvimento, especialmente na infância; 

2)   A recomendação indiscriminada para restrição ao consumo de leite e derivados não encontra atualmente respaldo científico com nível de evidência convincente e está em desacordo com o Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar (2007);  

3)   A restrição ao consumo de leite e derivados somente deve ser feita aos pacientes com diagnóstico clínico confirmado de Intolerância à Lactose, sensibilidade à proteína do leite (Alergia à Proteína do Leite de Vaca – APLV) ou de outras condições fisiológicas e imunológicas. Deve-se salientar que o diagnóstico clínico é de competência exclusiva do médico;  

4)   O descumprimento dessa diretriz aponta indícios de infringência ao Código de Ética do Nutricionista (Resolução CFN nº 334/2004), por desrespeito ao Princípio Fundamental, explicitado no seu artigo 1º, e pelo descumprimento do artigo 6º, inciso VI, sujeitando os infratores a Processo Disciplinar e às penalidades previstas na legislação.

Referências bibliográficas 

   COMINETTI,C.; BORTOLI,M.C.; COZZOLINO,S.M.F. – Leite: Fonte de Proteínas, minerais e vitaminas in: ANTUNES,A.E.C & PACHECO, M.T.B (Org.). Leite para adultos: Mitos e fatos frente à ciência. São Paulo: Varela Editora e Livraria Ltda, 2009, v. 1, p.177-213.

FREIRE,S. & COZZOLINO,S.M.F. – Impacto da exclusão do leite na saúde humana. in: ANTUNES,A.E.C & PACHECO, M.T.B (Org.). Leite para adultos: Mitos e fatos frente à ciência. São Paulo: Varela Editora e Livraria Ltda, 2009, v. 1, p. 229 -238.

INSTITUTE OF MEDICINE, DRIs – Dietary Reference Intakes for calcium, and Vitamin D. National Academic Press, Washington, D.C., 2011. Disponível em: http://www.nap.edu/iom.

 

   Consenso Brasileiro de Alergia Alimentar 2007. - Rev. bras. alerg. imunopatol. – Vol. 31, Nº 2, 2008.

CRN-3
Colegiado 2011-2014

 

Por Marco D. Leme às 11h44

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Sobre os autores

Ana Carolina Garcia

Graduação em Nutrição - USP, especialista em Nutrição Aplicada ao Exercício Físico pela Escola de EEFE - USP e especialista em Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo IMeN. Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Antonio Herbert Lancha Jr.

Graduação em Educação Física – USP Especialização em Fisiologia do Exercício – UNESP Mestrado e Doutorado em Nutrição Experimental – USP Pós- Doutorado em Medicina Interna – Washington University Professor Titular de Nutrição Aplicada à Atividade Física – USP Coordenador do Grupo de Nutrição do Vita Diretor da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Camila Freitas

Graduação em Nutrição - USP

Pós-Graduação em Gastronomia

Responsável pela área de nutrição das academias Reebok (SP)

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Carla di Pierro

Graduação em Psicologia - PUC SP

Especialização em Psicologia do Esporte - Instituto Sedes Sapientiae

Especialização em Clínica Analítico Comportamental - Núcleo Paradigma

Aprimoramento em Terapia Comportamental Cognitiva - Amban HCFMUSP

Psicóloga da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Desire F. Coelho

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Esporte - USP

Mestrado em Educação Física - USP

Doutoranda pelo Instituto de Ciências Biomédicas - USP

Aprimorando em Transtorno Alimentar pelo AMBULIM HC-FMUSP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luciana O. P. Lancha

Graduação em Nutrição e Esporte – USP Mestrado em Bioquímica – UNICAMP Doutorado em Ciências Biomédicas - USP Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Luiz Augusto Riani Costa

Graduação em Medicina – UNICAMP

Pós-graduação em Medicina Esportiva e Fisiologia do Exercício – USP

Doutorando em Fisiopatologia – EEFE/HCFMUSP

Diretor Clínico do setor de Cardiologia dos Laboratórios

Diagnósticos da América (DASA)

Fisiologista do Vita

Médico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Marco D. Leme

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo

Graduação em Eng. de Alimentos - Instituto Mauá de Tecnologia

Nutricionista do Grupo de DOR - IOT HCFMUSP e da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Patrícia Campos-Ferraz

Graduação em Nutrição – USP

Mestrado em Ciências dos Alimentos – USP

Doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela UNICAMP

Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida


Renata C. Sardinha

Graduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo. Nutricionista do Bio Menu Congelados Saudáveis


Rodrigo Ferraz

Graduação em Educação Física - USP

Especialização em Treinamento Desportivo - UNIFESP/EPM

Especialista em Prevenção de Lesão e Treinamento em Pacientes Oncológicos

Preparador Físico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida