Alimentar-se representa muito mais que apenas ingerir carboidratos, lipídios, proteinas, vitaminas e minerais. Significa relação social, afinal as pessoas comemoram, prazer, indulgencia etc. Neste Blog temos por objetivo discutir todas as faces dos nutrientes e como podemos estabelecer uma ingestão alimentar saudável sem abrir mão do prazer. Com isso pretendemos propor a você pequenas mudanças que farão diferenças importantes na sua vida, venha conosco.
Muitas pessoas sentem-se insatisfeitas com suas vidas, seus corpos, seus parceiros, seus trabalhos e gostariam que tudo fosse diferente, mas acham que é difícil mudar ou quase impossível. Quem não se identifica com isso?
Todos vivemos insatisfações e isso faz parte da condição de ser humano, entretanto alguns sofrem mais porque tem maior dificuldade de mudar e alcançar o que desejam.
A primeira dica é buscar saber o que você quer de verdade. É fácil reclamar do que você tem, mas já parou pra pensar no que você poderia ter de uma maneira realista e o que deveria fazer para alcançar isso?
Este é o ponto de partida, mas não quer dizer que resolve o problema. Ao longo de nossas vidas aprendemos a agir de uma maneira particular diante do mundo, algumas pessoas chamam isso de personalidade, eu prefiro chamar de padrão de comportamento. Este padrão ao longo da vida é construído por 3 fatores :
1o. Nossos genes que há milhões de anos vem se adaptando as condições do ambiente em que vivemos e que, por exemplo, nos colocam em situação de alerta diante de um perigo.
2o. Nossa história de vida, as experiências que cada um de nós viveu e os significados que damos à elas, como a educação e afeto que recebemos de nossa família.
3o. A história da Cultura que pertencemos e que dita as regras de boa convivência, descreve o que é certo ou errado, o que é bom ou ruim.
Estas 3 histórias ajudam a modelar e condicionar nosso jeito de ser de tal forma que às vezes nos vemos agindo de tal maneira que racionalmente não faz o menor sentido, mas se formos a fundo na nossa história evolutiva, na nossa história pessoal e na história da nossa Cultura, começamos a entender um pouco melhor.
Mudar um hábito diz respeito a uma mudança de funcionamento que há anos está instalado a partir dessas histórias entrelaçadas entre si, o que nos torna seres muito complexos, porém com muito potencial.
Apesar de não ser possível apagar nenhuma destas histórias, a segunda dica diz respeito a capacidade que temos de construir novas histórias a partir da já existente.
Para isso é necessário abrir a possibilidade de ver, sentir e fazer diferente, sair do familiar, do óbvio e entrar em contato com o novo. Mudar de restaurante, alterar a rotina de trabalho, experimentar outras formas de lazer, tentar uma modalidade esportiva nova, experimentar novos sabores e alimentos, conhecer como outras culturas se comportam.
Saia da sua zona de conforto, as mudanças acontecem quando você está fora dela!!

Carla Di Pierro
Por Carla di Piero às 22h11
A gordura da dieta é classificada segundo os tipos e as posições de insaturações que elas apresentam em sua cadeia de carbono. Gordura saturada é aquela que não apresenta insaturações, sendo por isso mais sólida e trazendo problemas à circulação. É encontrada sobretudo nos alimentos de origem animal. Gordura insaturada é aquela que apresenta uma ou mais insaturações na cadeia, e dependendo da quantidade e posição, pode ser mono (uma) ou poli (mais que uma insaturação), e são encontradas nos alimentos de origem vegetal e peixes. A gordura Omega-6 é aquela que apresenta a primeira insaturação no carbono 6 da cadeia. Nosso corpo não fabrica essas gorduras e somos obrigados a consumi-los através da dieta. É encontrada no óleo de milho, de soja, de girassol, etc.
Há hipóteses que os ácidos graxos polinsaturados da classe ômega 6 tenham efeito próinflamatório. Para testar se esse tipo de gordura aumenta inflamação em indivíduos obesos, foi feito um estudo, o qual foi publicado recentemente na revista American Journal of Clinical Nutrition.
Tal estudo mostrou que, em 61 obesos submetidos a uma dieta isocalórica alta em Omega 6 ou gordura saturada por 10 semanas, a gordura hepática foi reduzida no grupo ômega-6, assim como outros marcadores inflamatórios como PCSK9 (um regulador do receptor do LDL hepático), o receptor 2 do fator de necrose tumoral (TNF) e o antagonista do receptor da interleucina 1 (IL-1). A concentração de insulina tendeu a ficar mais alta no grupo com dieta rica em gordura saturada.
Ainda, nos indivíduos que tiveram alteração de AG linoleico com a dieta rica em ômega-6, a insulina, a razão Colesterol Total/HDL, o colesterol LDL e triglicerídeos foram menores na dieta ômega-6 comparado ao grupo com dieta rica em gordura saturada. De acordo com os resultados desse trabalho, a expressão genética do tecido adiposo permaneceu inalterada.
Para concluir, a gordura polinsaturada do tipo ômega6, comparada à gordura saturada, reduziu a gordura hepática e proporcionou modestas melhoras nos parâmetros metabólicos, sem influir na perda de peso em si. Nesse estudo, o ômega-6 não causou qualquer sinal de inflamação ou estresse oxidativo. Assim, deve-se ter cautela ao afirmar que a gordura Omega-6 tem ação próinflamatória, pois mais estudos se fazem necessários para afirmar ou não esse fato.
Para saber mais:
Bjermo H, Iggman D, Kullberg J et al. Effects of n=6 PUFAs compared with SFAs on liver fat, lipoproteins, and inflammation in abdominal obesity: a randomized controlled Trial.
doi:10.3945/ajcn.111.030114 Am J Clin Nutr May 2012 ajcn.030114
Por Patrícia L. C. Ferraz às 12h28

Em estudo publicado no mês passado, pesquisadores da Universidade de Harvard (Boston, EUA) acompanharam os hábitos de consumo de álcool de aproximadamente 83 mil mulheres americanas durante 26 anos (de 1986 à 2006).
Os dados obtidos destas mulheres foram correlacionados com o aparecimento de problemas cardíacos (mais especificamente com o enfarte) nestas quase três décadas. No total, 35% das mulheres reportaram o consumo regular de álcool. Destas, 30% foram consideradas consumidoras de nível de ingestão baixa (meia dose por dia). Foram consideradas consumidoras pesadas de álcool (45 g/d ou de dois a três doses por dia) 4% das mulheres.
Correlacionando a quantidade de doses com o risco cardíaco, os dados mostram que o consumo modesto de álcool não esta associado ao risco de enfarte. O interessante é que o consumo considerado de baixo a moderado (uma dose por dia) esta associado a uma diminuição do risco de enfarte entre as mulheres
As consumidoras pesadas de álcool tiveram um risco aumentado. Porém não é possível afirmar se existe uma relação direta nestes dados, uma vez que o perfil destas mulheres é de tabagismo e sedentarismo, apenas estes dois fatores já são suficientes para aumentar o risco de doenças cardíacas.
Fica aqui a velha máxima: Beba com moderação.
Abraços
Rodrigo Ferraz
Para saber mais:
Alcohol Consumption and Risk of Stroke in Women. Monik Jimenez, ScD; Stephanie E. Chiuve, ScD et al. Stroke 2012, 43:939-945. 2012
Por Rodrigo Ferraz às 19h02
Muito tem sido falado sobre os benefícios dos probióticos, bactérias intestinais que contribuem para a saúde, mas pouco sobre a importância do consumo de PREBIOTICOS.
Prebióticos são definidos como alimentos não digeridos no estômago e intestino delgado, que promovem o crescimento de probióticos no cólon, especialmente as bifidobactérias e os lactobacilos. São classificados como fibras solúveis, sendo a inulina e a oligofrutose seus principais representantes.
Os prebióticos estão naturalmente presentes nas frutas e nos vegetais como escarola, alho, tomate, cebola, aspargo, alcachofra, banana, trigo, cevada e centeio.
O uso de prébióticos tem sido amplamente recomendado, especialmente na prevenção da diarreia aguda e constipação intestinal, bem como para melhoria da imunidade.
Ao escaparem da digestão do intestino delgado e atingirem o cólon, tais fibras solúveis são importante fonte de energia para as bactérias benéficas, que por sua vez aumentam a fermentação local, com formação de ácidos graxos de cadeia curta e ácido lático. A redução do pH colônico desfavorece o crescimento de bactérias patogênicas que habitam o intestino grosso como Clostridium e Pseudomonas e favorece o crescimento de bactérias não patogênicas como Bifidobacterium e Lactobacillus.
Vale lembrar que o efeito dos prebióticos sobre a microbiota intestinal ocorre enquanto o prebiótico é ingerido. Na Europa, o consumo diário dessas fibras atinge até 11g/dia, enquanto que nos Estados Unidos não costuma ultrapassar 4g/dia. Estima-se que uma ingestão saudável oscile entre 5 e 15g/dia.
Nota-se, portanto, que a manutenção de uma microbiota intestinal saudável está intimamente ligada ao consumo de alimentos ricos em prebióticos. A flora intestinal em equilíbrio garante boa imunidade e prevenção de diarreias e constipação intestinal.
Para saber mais:
Meyer D, Stasse-Wolthuis M. The bifidogenic effect of inulin and oligofructose and its consequences for gut health. Eur J Clin Nutr 2009, 63: 1277-89.
Publicado por Camila Freitas
Por Marco D. Leme às 08h22
Semana passada saiu na mídia uma reportagem mostrando que algumas marcas de vegetais que compramos pré-lavados, continham contaminantes que não deveriam nesse produto. Vegetal pré-lavado é aquele que já sofreu processo de lavagem e higienização.
Lavagem é o processo que tem por finalidade remover a sujidade através de um processo mecânico, diminuindo assim a população microbiana.
Higienização tem a finalidade de eliminar os microorganismos que a lavagem não consegue eliminar.

Quando compramos vegetais e frutas pré-lavados, deveria significar que eles já estão prontos para consumo. Mas para quem tem costume de comprar eles in natura, quando devemos lavar e/ou higienizar?
A princípio, todos os vegetais e frutas que consumimos sem casca, não necessitam nem de lavagem, porém se armazenados em geladeira ou utilizado em algum processo como cozimento etc...o ideal é lavar antes.
Todos os vegetais e frutas que serão consumidos com casca ou que não possuem casca e vão passar por algum processo de aquecimento de a pelo menos 65º C por 30 min, apenas precisam ser lavados. Se forem atingir temperaturas próximas a 100º C, fervura, esse tempo é inferior a 1 minuto.
Porém, quando formos consumir vegetais e frutas, que não possuem casca ou essa não será retirada, precisamos lavar e após a lavagem fazer a higienização com hipoclorito de sódio a 200ppm, que seria 1 colher de sopa de cloro para cada 1 L de água, deixando-os submersos por 15min. Após tirar dessa solução, lavar em água corrente apenas se tiver certeza que a água é de boa qualidade.
Até a próxima e bom feriado!
Por Marco D. Leme às 12h14
Frequentemente ouvimos. “Doce engorda”. Geralmente as pessoas que fazem esse comentário associam o sabor doce com alimento rico em carboidrato. Esse pode ser um erro importante. Usando dois alimentos normalmente chamados de doces e associados a carboidratos em sua composição teremos o chocolate e o chantili. O primeiro fornece para 100gramas 560 kcal dos quais 49% é gordura. O chantili que fornece para 100gramas 270 kcal possui 75% dessa energia em gordura logo são doces e fontes de gordura, não de carboidrato. Essa confusão pode gerar um problema de associação bastante equivocado, pois ao entender que doce é igual a carboidrato e que doce engorda não será difícil associar o consumo de pão, massas e cereais a carboidratos e o pensamento será automático, “engorda”. Assim antes de pensar em carboidrato, lipídio e proteína de qualquer alimento observem o rótulo dos produtos. Assim, além de aprender a composição dos alimentos teremos maior sucesso na compreensão do porque engordamos. Esse procedimento de conhecimento da composição dos alimentos foi realizado nos Estados Unidos onde as crianças nas escolas eram orientadas a ler os rótulos dos alimentos que escolhiam. O resultado foi marcante. Parte dessas crianças influenciou seus pais nas compras nos supermercados solicitando alimentos com menor teor de gordura, sódio e mais fibras. Recentemente um estudo Espanhol apresentou estratégia lúdica de informação nutricional para crianças por meio de jogos online. Da mesma forma o resultado foi positivo para a reeducação alimentar.
Faça escolhas dos alimentos pelo sabor, porém observando a sua composição. Assim mesmo se sua escolha for alimentos ricos em gordura seu consumo será consciente.
Leia mais em: Efficacy and acceptability of an Internet platform to improve the learning of nutritional knowledge in children: the ETIOBE mates R. M. Baños, A. Cebolla, E. Oliver, M. Alcañiz, and C. Botella Health Educ. Res., Apr 2012; 10.1093/her/cys044. A Structural/Strategic Lens in the Treatment of Children With Obesity Kathryn E. Jones, Cassandra L. Lettenberger, and Katharine Wickel The Family Journal, Jul 2011; 19: 340 - 346
Por Antonio Herbert Lancha Jr. às 22h48
A grande importâcia da amamentação para a saúde do bebê é um assunto indiscutível na atualidade, devido a grande gama de estudos científicos na área que comprovam este fato. Entretanto, algo menos explorado são os benefícios da amamentação para as mães, que na atualidade vêm conquistando grande importâcia no incentivo desta prática neste grupo.
Aguns dos benefícios são:
• Retorna ao peso pré-gestacional mais precocemente, pois para amamentar o bebê é necessário uma quantia adicional de 500 a 640Kcal/dia.
• Redução do risco de depressão pós-parto.
• Menor sangramento uterino pós-parto, conseqüentemente menor risco de anemia.
• Involução uterina mais rápida, ou seja, orgão recupera seu tamanho original mais rapidamente.
• Maior proximidade entre mãe e filho.
• Evolução física pós-parto mais rápida.
• Menor incidência de doenças como câncer de mama, certos cânceres do epitélio ovariano.
• Maior espaço intergestacional (entre gestações).
• Economia, já que as fórmulas para bebês são de alto custo.
Apesar de todas estas vantagens, muitas mães abandonam a prática por desnhecimentos dos benefícios. A maior parte optam pelo desmame precoce por acreditarem erroneamente que seu leite seje fraco ou pouco; por falta de experiencia; inadequação entre as suas necessidades e as do bebê; interferências externas entre outros motivos.
Por isto existe a grande importância em conhecer-se os benefícios do aleitamento para a saúde da mãe, para poder ser mostrado à população que o aleitamento não é só uma fonte de nutrição e bem estar para o bebê, mas também um importante “remédio” natural para a saúde da mãe, onde o prazer de amamentar une-se com a satisfação de uma vida saudável sem riscos no pós-parto e no puerpério.
Referencias bibliográficas
RAMOS, Carmen V.; ALMEIDA, João A.g.. Alegações maternas para o desmame:estudo qualitativo. Jornal de Pediatria, Teresina, p. 385-390. 24 mar.2003.
Rea MF. Os benefícios da amamentação para a saúde da mulher. J Pediatr (Rio J). 2004;80(5 Supl):S142-S146.
BRASIL. Ministério da Saúde, Coordenação de Saúde da Mulher. Assistência ao planejamento familiar. 3 ed. Brasília, 1996.
LANA, A. P. B. O livro de Estímulo à Amamentação: Uma Visão Biológica, Fisiológica e Psicologia: comportamental da amamentação. São Paulo: Atheneu, 2001.
Por Marco D. Leme às 15h39
Durante a gestação o estado anabólico é dinâmico e constante, promovendo ajustes contínuos em relação a diversos nutrientes. O desequilíbrio das necessidades nutricionais, tanto em relação ao excesso quanto ao déficit, durante este período fisiológico pode implicar no comprometimento da saúde materno-fetal.
Acredita-se que a proporção de nutrientes destinados ao feto pode depender da composição dietética da gestante. A deficiência de micronutrientes específicos pode estar relacionada a aborto, anomalias congênitas, pré-eclâmpsia, ruptura prematura de membranas, parto prematuro e ao baixo peso neonatal.
Neste sentido, o ferro tem um papel fundamental na homeostase orgânica, pois, participa de processos celulares vitais como: transporte de oxigênio, produção de energia por meio do metabolismo oxidativo, crescimento celular mediante a síntese de ácidos nucléicos, síntese de neurotransmissores cerebrais, co-fator em reações enzimáticas e vários outros processos metabólicos. Corroborando esta idéia, diversos estudos tem demonstrado que a deficiência de ferro pode ocasionar anemia ferropriva que, em estágios graves, pode implicar no comprometimento do crestcimento e função de diversos órgãos, incluindo o coração, músculo esquelético, o trato gastrointestinal e o cérebro, além de afetar o sistema imune e a capacidade de regulação da temperatura.
Dada sua importância, a demanda nutricional de ferro aumenta significativamente durante o período gestacional, sendo difícil alcançar a ingestão diária recomendada (Dietary Reference Intakes - DRI) apenas através da alimentação. Assim, a suplementação medicamentosa de ferro tem sido uma medida profilática empregada nesta população e preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
No entanto, a suplementação de ferro durante a gestação deve ser vista com cautela, pois o excesso de ferro parece estar associado a prejuizos para o desenvolvimento dos orgãos, em especial em bebês prematuros. Além disso, o excesso de ferro tem sido associado a um risco aumentado para o desenvolvimento do diabetes mellitus (DM), sendo este durante a gravidez denominado de DM gestacional (DMG). O termo DMG é utilizado quando se diagnostica uma diminuição da tolerância à glicose, de magnitude variável, pela primeira vez durante a gestação, podendo ou não persistir após o parto, enquanto p diabetes pré-gestacional é empregado nos casos em que o DM é diagnosticado antes da gravidez.
Alinhado à estas idéias, um grande corpo de evidência epidemiológica sugere que não só a suplementação, mas também o aumento de ferro na dieta (como o ferro heme, principalmente presente nas carne e em produtos cárneos) está associado com um risco elevado para o desenvolvimento do DM, e consequentemente do DMG.
O DMG tem sido associado a diversas alterações fetais, tais como a macrossomia fetal e malformações fetais, além de estar relacionado a elevados índices de morbimortalidade perinatal. As mulheres com DMG podem ainda apresentar complicações na gravidez, tais como pré-eclâmpsia e risco aumentado de desenvolver intolerância a glicose nas gestações subseqüentes. Por fim, as mulheres com histórico de DMG apresentam um risco aumentado de desenvolver DMII que varia de 20-50% em 10 anos após o parto.
Os mecanismos sugeridos para que o acúmulo de ferro pudesse afetar o metabolismo de glicose são vários. Dentre eles destaca-se a formação do radical hidroxila, que por sua vez pode atacar as membranas celulares afetando a síntese e secreção de insulina pelo pâncreas. Outro mecanismo proposto teria uma atuação mais periférica, pois a deposição de ferro no músculo diminuiria a captação de glicose devido à formação de danos no tecido muscular. Além disso, a insulina seria responsável por estimular a absorção do ferro celular, resultando em um ciclo vicioso, levando à resistência à insulina e ao DM.
Apesar do exposto, é inegável o aumento da demanda de ferro durante a gravidez e, considerando os efeitos deletérios da deficiência de ferro tanto para o feto quanto para a mãe, a suplementação de ferro é ainda considerada o procedimento padrão nesta população. Contudo, o crescente corpo de evidência que sugere efeitos adversos de altos níveis férricos pode comprometer o desenvolvimento fetal e aumentar o risco de desenvolvimento de DMG, ocasiona uma reflexão sobre esta prática. A literatura atual ainda não é conclusiva sobre a melhor forma de abordar o problema, entretanto, uma maior atenção às questões ligadas à suplementação de ferro e os seus níveis circulantes deve ser dada, tanto por parte dos profissionais da saúde quanto pela comunidade científica. Estudos que se dediquem a identificar os mecanismos de ação do ferro no desencadeamento da DMG, bem como a determinação da dosagem e níveis séricos adequados de ferro constituem importantes perspectivas nesta área.
PUBLICADO POR: ANA CAROLINA GARCIA
Por Luciana O. P. Lancha às 16h39
O alho, muito utilizado em diversas cozinhas típicas, possui admiradores fervorosos assim como inimigos incondicionais. Estudos têm demonstrado os benefícios do alho ajudando o sistema de defesa do organismo e sendo considerado um alimento que auxilia na prevenção de diversos tipos de cânceres, além de também ter sido associado com redução do colesterol ruim. Este alimento quando consumido regularmente fornece nutrientes que auxiliam no combate a formação de espécies ativas de oxigênio conhecido como radicais livres, bem como um potente anti-inflamatório. Estudos recentes demonstraram que a utilização de óleo de alho em pacientes com gastrite, reduzia a intensidade da inflamação agudamente. Não se sabe se a ação anti-inflamatória é a responsável pela redução do processo inflamatório ou se estaria ligado a alguma propriedade antibiótica que reduziria a população de bactérias responsáveis pela doença.

Apesar destas informações bastante enriquecedoras, não devemos atribuir grandes expectativas neste ou naquele alimento quando uma doença já está presente. Podemos sim ter uma atitude mais saudável introduzindo este alimento na nossa rotina alimentar.
Pequenas quantidades de alimentos, como o alho, consumidos regularmente somam benefícios à saúde.
Para saber mais:
Garlic intake and cancer risk: an analysis using the Food and Drug Administration's evidence-based review system for the scientific evaluation of health claims. Ji Yeon Kim and Oran Kwon. Am J Clin Nutr, Jan 2009; 89: 257 - 264.
Por Luciana O. P. Lancha às 08h36
Pesquisa recente na Universidadede Carnegie Mellon, de Pittsburgh (EUA), observou que o estresse aumenta o risco de doenças ao afetar a capacidade do organismo de controlar inflamações. Ou seja, uma pessoa estressada é praticamente uma pessoa doente, já que o sistema de defesa do organismo do estressado fica menos eficiente, o que pode explicar doenças geralmente ligadas ao estresse como as cardiovasculares e as autoimunes.
Já é sabido também que o estresse psicológico crônico aumenta o risco de depressão, diabetes, infecções respiratórias e até pioram cicatrizações de feridas.
E o que fazer diante do estresse, se estamos tão vulneráveis à ele?
Claro que não estamos livres de viver eventos estressantes como a perda de uma pessoa querida, problemas no trabalho, falta de dinheiro, problemas conjugais entre outros. Mas o que se tem observado é um ritmo de vida alucinado e uma exigência de estar sempre produtivo, com infinitas tarefas e funções.
O mais preocupante é a naturalização desta vida ‘estressada” como se ela fosse a única alternativa para se viver. Dentro desta perspectiva férias, descanso, lazer e atividadefísica estão praticamente banidos. Exatamente o que poderia ser o remédio para o estresse, gerando equilíbrio para uma vida agitada e produtiva, é visto por muitos com desprezo, ou como algo supérfluo que pode esperar.
Para amenizar ou evitar o estresse vale a pena rever e questionar como queremos desfrutar das nossas vidas. Boa parte do estresse que sentimos no nosso dia-a-dia é produzido por nossas próprias escolhas.
O que temos feito para ter uma vida mais saudável e equilibrada?
Vamos começar?
Carla Di Pierro
Psicóloga CRP 06/65399
Por Carla di Piero às 08h54

O câncer é a segunda doença com maior mortalidade nos EUA atualmente. Aqui no Brasil, não é diferente. Hábitos de vida saudáveis como praticar exercícios físicos, não fumar, alimentar-se corretamente, manter um peso saudável, proteger-se do sol, podem evitar quase metade dos cânceres nos EUA, segundo um estudo publicado recentemente na revista Science Translational Medicine.
Aqui, aproveito para destacar as recomendações alimentares sugeridas pelo Dr. Patrick Quillin, PhD, nutricionista americano que trabalha na recuperação de pacientes com câncer:
1) Use alimentos pouco processados. Assim evitamos o uso excessivo de aditivos alimentares, excesso de açúcar, sal, gordura e perda de nutrientes com o processamento. Além de economizarmos, pois os alimentos industrializados custam mais.
2) Expanda seus horizontes. Coma de forma mais variada possível. Use os alimentos da estação que têm custo menor e estão no auge das suas características organolépticas (cor, aroma e sabor). Assim evitamos excesso de alimentos alérgenos e temos menor risco de desenvolver alguma deficiência nutricional, mesmo daqueles nutrientes que ainda não são totalmente conhecidos.
3) Comer em quantidades pequenas e com mais frequência. Lautas refeições surgiram com o advento da industrialização. Esse padrão alimentar frequente e com menores volumes facilita o controle glicêmico, reduzindo risco de doença cardíaca, diabetes, obesidade e alterações de humor.
4) Evite os “alimentos-problema”. Ricos em açúcar, sal, cafeína, álcool, carnes processadas.
5) Aumente o consumo de alimentos ricos em nutrientes. Legumes frescos, grãos integrais, fruta, carnes magras e água. Iogurte magro pode ser um produto muito interessante se não houver problemas com a digestão da lactose.
6) Mantenha não só um peso saudável, mas uma composição corporal igualmente adequada. Saiba sua porcentagem de gordura, e se ela está compatível com sua idade e grau de atividade física.
Bibliografia:
Quillin P. Beating cancer with nutrition. Nutrition Times Press, INC. Carlsbad. 2011.
Colditz G et al. Applying what we know to accelerate cancer prevention.Sci Transl Med 2012. Mar 28; 4(127):127rv4.
Por Patrícia L. C. Ferraz às 11h09

A osteoartrite ou osteoartrose (OA) é a patologia mais comum dentre as mais de 100 doenças reumáticas que tipicamente afetam a pele e o sistema músculo-esquelético, principalmente as articulações. A OA caracteriza-se por um desgaste na cartilagem das articulações das mãos, quadris, coluna e / ou joelhos acarretando em dores, rigidez articular e diminuição das atividades diárias (caminhar, subir e descer escadas, sentar, deitar entre outras). Atualmente, no Brasil, ela afeta cerca de 16% das pessoas com mais de 55 anos de idade.
Um dos fatores que levam ao surgimento da OA, principalmente a de joelho, é a obesidade. Estudos mostram que pessoas com excesso de peso e sedentárias tem uma maior chance para desenvolver esta patologia.
A OA é uma doença que não tem cura e seu tratamento se baseia na educação do paciente, com inclusão de tratamento dietético e prática de exercícios físicos para redução de peso e fortalecimento muscular, reduzindo a sobrecarga nas articulações afetadas.
Antes de ser obrigado a praticar atividade física e a iniciar uma reeducação alimentar por causa desta doença, antecipe-se e tenha hábitos saudáveis em todos os momentos de sua vida.
Abraços e bons treinos
Para saber mais sobre a doença e seu tratamento:
EXERCISE AND ARTHRITIS: Guidelines for the Fitness Professional. Wing, Cary Ed.D.; Peterson, James A. Ph.D., FACSM. ACSM'S Health & Fitness Journal: March/April 2012 - Volume 16 - Issue 2 - p 8–12
Por Rodrigo Ferraz às 14h00
Muitas pessoas não sabem, porém dor de cabeça, enxaqueca e cefaléias podem ter origem ou agravantes dependendo da nossa alimentação. O que comemos, as quantidades ou se ficamos muito tempo sem comer, o resultado pode ser a famosa dor de cabeça que todos algum dia já tiveram. Abaixo estão algumas orientações, que quando seguidas, podem auxiliar na redução ou até eliminação do problema:
* Não pule refeições, porque o jejum pode aumentar a probabilidade de uma dor de cabeça, realizar refeições de 3 em 3 hs
* Alguns indivíduos podem ter sintomas de dor de cabeça através do consumo de café, chá, chocolate e cacau. Porém, algumas pessoas a cafeína pode ajudar a reduzir as enxaquecas: prestar atenção no consumo desses produtos!
* A capsaicina existente na pimenta malagueta pode ser utilizada como modo de alívio para dor de cefaléia difundida
* A utilização de alimentos fonte de ômega-3 ou mesmo sua suplementação pode ser benéfica

Os alimentos abaixo estão envolvidos com vários tipos de dor de cabeça:
- Alimentos fermentados: fígado de galinha, queijos envelhecidos como o cheddar, vinho tinto, arenque em conserva, chocolate, fava e cerveja
- Alimentos contendo histamina: peixes escombrióides ou ósseos espinhosos, como atum, cavala ou dourado
- Álcool: champanhe e vinho tinto contém tanto fenóis como tiramina
- Embutidos: salsicha, peito de peru, presunto, mortadela, salame, presunto, bacon, etc...
- Café, chá e bebidas contendo cola: podem provocar uma cefaléia de abstinência por cafeína. Permita que a abstinência se processe gradualmente
- Castanhas: algumas contém vasodilatadores, podendo provocar as dores
Boa sorte!
Por Marco D. Leme às 12h57
Bactérias do Bem
É senso comum que as bactérias possuem efeito devastador sobre nosso organismo. O que poucos sabem é que muitas delas, presentes em nosso organismo agem como verdadeiros aliados a nossa saúde e nosso sistema imunitário.
Presente em todo nosso corpo como na nossa pele, cabelo, unhas e sistema digestivo, as bactérias atuam não apenas produzindo doenças em nosso organismo, mas também são aliadas no combate a invasores indesejados. Freqüentemente somos orientados por nossos dermatologistas a evitar longos banhos quentes e uso exagerado de sabonete. Isso porque a remoção da oleosidade associada como algumas bactérias presentes na pele agem impedindo que bactérias nocivas a nossa saúde penetrem no organismo e produzam seus efeitos devastadores.
No aparelho digestório temos também uma população enorme de bactérias. No total temos aproximadamente 2kgs de bactérias intestinais. Dentre essa população enorme temos as que serão aqui consideradas ruins como clostridium dificilis, streptococos, stafilococos, cândida albicans e as positivias como bifidus bacterias, lactobacilus. As bactérias aqui denominadas de positivas exercem papel importante regulando a quantidade de bactérias ruins.
As bactérias ruins atuam gerando diversas doenças tais como diarréia, irritações intestinais, processos inflamatórios e etc. Recentemente estudos têm demonstrado que o clostridium dificilis quando aumentado pode favorecer o câncer de cólon.
Dessa forma, propiciar uma alimentação que garanta a predominância das bactérias aqui chamadas de positivas é uma boa dinâmica para preservar
a saúde do intestino.
O professor François Blachier, do Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica da França, em colaboração com a indústria, desenvolveu o que hoje temos no mercado como um leite fermentado rico em lactobacilus defensis. Nos seus estudos ele verificou que a ingestão regular dessas bactérias promove aumento da resposta imune por garantir menor atividade das bactérias que chamamos de ruins.
Apenas para esclarecer, muitas pessoas acreditam que os lactobacilus são assim chamados por serem oriundos do leite. Isso não é verdade, lactobacilus é o nome das bactérias que fazem fermentação e produzem lactato.
Referências
Effects of lacto-oligosaccharide ingestion on the mucosa-associated mucins and sucrase activity in the small intestine of mice. Leforestier G, Blais A, Blachier F, Marsset-Baglieri A, Davila-Gay AM, Perrin E, Tomé D. Eur J Nutr. 2009 Dec;48(8):457-64. Epub 2009 Jul 4.
Por Antonio Herbert Lancha Jr. às 10h24
A lipodistrofia ginoide é popularmente conhecida como celulite, caracterizada por uma inflamação das células devido ao acúmulo de gordura substâncias residuais nos tecidos. Atinge especialmente mulheres com problemas de má circulação, que não praticam exercícios físicos e não se alimentam bem. A herança genética também contribui para o aparecimento dela. Ao ingerir mais calorias do que necessitamos, aumentamos nosso estoque de gordura e quanto maior esse acúmulo, mais comprometida estará à circulação do sangue nesta região e mais profunda serão as ondulações.
A celulite é classificada segundo o grau:
Grau I: fase assintomática, alterações nem sempre visíveis e são reversíveis;
Grau II: as alterações da pele são visíveis, porém ainda são reversíveis;
Grau III: fase mais crítica; pele já apresenta alterações avançadas, entretanto o tratamento adequado tende a melhorar;
Grau IV: fase final, não há resposta ao tratamento. Sintomas como dor e desconforto estão presentes.
Neste quadro a alimentação desempenha um papel importantíssimo no tratamento da lipodistrofia ginoide, a terapêutica nutricional terá como objetivo diminuir o acúmulo adiposo, a retenção hídrica e regularizar o trânsito intestinal. A dieta deve ser pobre em gorduras e rica em frutas, verduras e legumes. Devem-se preferir os carboidratos integrais, fontes magras de proteínas. Evitar o sal, alimentos industrializados, embutidos, refrigerantes, enlatados, doce, chá preto, mate, café e bebidas alcoólicas. É importante também a ingestão de bastante líquido, principalmente água.

A fim de alcançar este objetivo é algumas dicas são valiosas:
- Consumir 20 a 30g de fibra por dia
- Evitar refrigerantes e as bebidas alcóolicas dando preferencia aos sucos naturais ou água.
- Beber em média 2 litros de água por dia
- Dar preferencia a fontes magras de proteína, como: peixes e frangos consumidos sem pele; carnes vermelhas magra como maminha, lagarto e outros.
- Evitar preparações gordurosas: trocando alimentos fritos por assados e cozidos; evitar uso de molhos gordurosos; queijos gordos; pães e bolachas recheadas.
Mulheres não desistam, a celulite pode ser tratada na grande maioria dos casos, fiquem atentas a alimentação, pois esta possui um peso enorme na melhora deste quadro.
Postado por Renata Sardinha
Referencias:
NETO, M.F. Estudo da Composição Corporal e suas Implicações no Tratamento da Hidrolipodistrofia e da Síndrome de Desarmonia Corporal. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, n. 15, p. 20-27. Dez 2003.
SILVA, S.M.C.; MURA, J.D.A. Tratado de alimentação, nutrição e dietoterapia in: Terapia nutricional na lipodistrofia genóide. Ed roca, p.633, 2007.
WEISS, S.E. Alimentos saudáveis, alimentos perigosos. Ed. Reader´s Digest, p.99, 1996.
Por Marco D. Leme às 08h50
Ana Carolina GarciaGraduação em Nutrição - USP, especialista em Nutrição Aplicada ao Exercício Físico pela Escola de EEFE - USP e especialista em Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo IMeN. Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida
Antonio Herbert Lancha Jr.Graduação em Educação Física – USP Especialização em Fisiologia do Exercício – UNESP Mestrado e Doutorado em Nutrição Experimental – USP Pós- Doutorado em Medicina Interna – Washington University Professor Titular de Nutrição Aplicada à Atividade Física – USP Coordenador do Grupo de Nutrição do Vita Diretor da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida
Camila FreitasGraduação em Nutrição - USP
Pós-Graduação em Gastronomia
Responsável pela área de nutrição das academias Reebok (SP)
Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida
Carla di PierroGraduação em Psicologia - PUC SP
Especialização em Psicologia do Esporte - Instituto Sedes Sapientiae
Especialização em Clínica Analítico Comportamental - Núcleo Paradigma
Aprimoramento em Terapia Comportamental Cognitiva - Amban HCFMUSP
Psicóloga da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida
Desire F. CoelhoGraduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo
Graduação em Esporte - USP
Mestrado em Educação Física - USP
Doutoranda pelo Instituto de Ciências Biomédicas - USP
Aprimorando em Transtorno Alimentar pelo AMBULIM HC-FMUSP
Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida
Luciana O. P. LanchaGraduação em Nutrição e Esporte – USP Mestrado em Bioquímica – UNICAMP Doutorado em Ciências Biomédicas - USP Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida
Luiz Augusto Riani CostaGraduação em Medicina – UNICAMP
Pós-graduação em Medicina Esportiva e Fisiologia do Exercício – USP
Doutorando em Fisiopatologia – EEFE/HCFMUSP
Diretor Clínico do setor de Cardiologia dos Laboratórios
Diagnósticos da América (DASA)
Fisiologista do Vita
Médico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida
Marco D. LemeGraduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo
Graduação em Eng. de Alimentos - Instituto Mauá de Tecnologia
Nutricionista do Grupo de DOR - IOT HCFMUSP e da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida
Patrícia Campos-FerrazGraduação em Nutrição – USP
Mestrado em Ciências dos Alimentos – USP
Doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela UNICAMP
Nutricionista da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida
Renata C. SardinhaGraduação em Nutrição - Centro Universitário São Camilo. Nutricionista do Bio Menu Congelados Saudáveis
Rodrigo FerrazGraduação em Educação Física - USP
Especialização em Treinamento Desportivo - UNIFESP/EPM
Especialista em Prevenção de Lesão e Treinamento em Pacientes Oncológicos
Preparador Físico da Nutriaid Consultoria em Qualidade de Vida